Pressão sobre gestão Paulo Câmara no BNB envolve crédito de R$ 207 milhões à Ambipar
Empresa em recuperação judicial lista o BNB entre seus principais credores

25/07/2026 12:11
A recuperação judicial da Ambipar abriu uma nova frente de questionamentos envolvendo o Banco do Nordeste (BNB). A empresa de gestão ambiental relacionou a instituição financeira entre seus credores, com uma exposição declarada de aproximadamente R$ 207 milhões.
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O caso ganha repercussão após a Procuradoria-Geral de Justiça do Rio de Janeiro apontar supostas irregularidades envolvendo investimentos da Rioprevidência na companhia. Segundo a investigação, o fundo previdenciário estadual aplicou cerca de R$ 150 milhões em ações da Ambipar, que sofreram forte desvalorização ao longo do tempo, gerando prejuízos expressivos. As apurações também integram uma fase da Operação Carbono Oculto, que teve como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que nega irregularidades.
No Banco do Nordeste, o episódio ocorre em meio a outro tema que já vinha gerando desgaste para a administração do presidente Paulo Câmara: a contratação da Entrepay para operar as maquininhas do banco, negócio que resultou em um passivo milionário ainda em discussão.
Agora, a preocupação se volta para o crédito concedido à Ambipar. Conforme a relação de credores apresentada no processo de recuperação judicial, o BNB possui um crédito superior a R$ 207 milhões, valor que permanece sem quitação.
Documentos públicos apontam que a Ambipar manteve operações financeiras com o Banco Master, instituição que vem sendo alvo de questionamentos em diferentes frentes. Entretanto, eventuais irregularidades nessa relação ainda são objeto de apuração e não há decisão judicial definitiva que estabeleça responsabilidades.
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Diante do tamanho da exposição financeira do Banco do Nordeste, cresce o questionamento sobre os critérios utilizados para a aprovação do financiamento e sobre as garantias apresentadas pela empresa na época da contratação do crédito.