Infantino recorre a Donald Trump para tentar se manter como presidente da FIFA
Países europeus preparam retirada em massa do apoio à reeleição de Infantino

(Foto: divulgação/Casa Branca)
03/08/2026 9:47
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, agendou uma conversa privada com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nesta segunda-feira (03), para buscar apoio do governo Trump para se manter no cargo. A informação é do New York Post.
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Segundo o jornal, Infantino tentou falar com Donald Trump por telefone desde que seu plano de vender parte das competições fracassou na última sexta-feira (31). Ele não se pronunciou publicamente desde o recuo. Uma fonte disse ao veículo que a FIFA se sentiu "isolada" com a cobertura negativa.
O plano previa criar a subsidiária FIFA Forward Enterprise, avaliada em US$ 20 bilhões, e vender mais de 20% por US$ 4,2 bilhões. A Thrive Capital, de Josh Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Trump, teria comprado 20% por pouco mais de US$ 4 bilhões. O projeto foi revelado pelo The Times de Londres e gerou reação de dirigentes que souberam pela imprensa.
A UEFA informou no sábado (1º) que "perdeu a confiança" em Infantino e classificou o acordo como "sórdido, obscuro e clandestino". A entidade havia ameaçado boicotar competições da FIFA, com apoio de AFC e CONCACAF, e disse que a direção atual perdeu a confiança de "muitos outros membros da família do futebol".
Países europeus preparam retirada em massa do apoio à reeleição de Infantino, segundo o The Guardian. Antes da crise, 52 dos 55 membros da UEFA endossavam o quarto mandato, com exceção de Alemanha, Romênia e Noruega. O País de Gales foi o primeiro a retirar o apoio. A Inglaterra também vai retirar, segundo a Sky Sports.
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Mais de 200 dos 211 membros da FIFA haviam enviado cartas de apoio. O principal assessor de Infantino renunciou antes do anúncio do fim do plano.