Dona das maquininhas do BNB é apontada elo entre Banco Master e o PCC
A declaração foi feita pelo ministro da Fazenda, Dário Durigan

(Foto: reprodução/redes sociais)
24/09/2026 17:51
A empresa dona das maquininhas usadas pelos clientes do Banco do Nordeste (BNB) é apontada pelo Ministério da Fazenda como elo entre o Banco Master e o crime organizado. A declaração foi feita nesta quarta-feira (24), pelo ministro da Fazenda, Dário Durigan, durante a terceira fase da Operação Carbono Oculto. A ação foi deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Receita Federal.
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Um dos alvos da operação foi Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como 'Mineiro', dono da Entre Investimentos. Ele é apontado como operador do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Segundo o MP-SP, Freixo prestava serviços de lavagem de dinheiro para um esquema no setor de combustíveis. Ele já fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) no caso do Banco Master.
Durigan classificou a Entre como uma "entidade-chave da lavanderia do sistema financeiro nacional para as distribuidoras".
Segundo o ministro, o grupo recebia dinheiro tanto do Master quanto do crime organizado e dentro de um mesmo bolso. Para Durigan, o dinheiro que deu liquidez para as operações da Entre foi usado para lavar dinheiro e foi enviado ao exterior para financiar o filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A Entre é dona da Entrepay, instituição de pagamentos que fornecia as maquininhas do BNB. Mais de 40 mil clientes do Crediamigo, programa de microcrédito do banco que atende 2 milhões de pessoas, usavam os terminais da empresa. No modelo, o BNB funcionava como rede de distribuição das máquinas.
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A parceria foi encerrada. Em março, o BNB informou a rescisão unilateral do contrato com a Entrepay por descumprimento contratual. Dias depois, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição de pagamentos.
Assista ao vídeo: