Defesa de João Munhoz vai pedir habeas corpus após Justiça manter prisão preventiva

Suspeito foi transferido para o centro de Triagem e Observação Criminológica

Defesa de João Munhoz vai pedir habeas corpus após Justiça manter prisão preventiva

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

24/09/2026 10:14

A defesa de João Munhoz Neto, de 34 anos, namorado da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22, esteve na manhã desta quinta-feira (24) na Segunda Delegacia, em Fortaleza. A advogada Lígia Peixe afirmou que vai ingressar com um pedido de habeas corpus na Justiça para tentar restabelecer a liberdade do investigado.

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João está preso preventivamente desde terça-feira (22), no âmbito da investigação sobre a morte de Isabelle, que caiu do 23º andar de um condomínio na Aldeota, no dia 13 de setembro. A prisão foi mantida pela Justiça durante audiência de custódia realizada na quarta-feira (23).

A defesa sustenta que não há motivos para a manutenção da prisão e afirma que João colaborou com as autoridades. Segundo Lígia, ele compareceu à delegacia após ser procurado pela Polícia Civil e entregou o celular para perícia.

“Eu apresentei o rapaz quando a polícia nos procurou. Na segunda eu vim para cá, marquei com ele à tarde, aí fizeram uma manifestação, marcamos para a noite, ele compareceu, entregou o celular, tudo direitinho, porque ele não tem responsabilidade sobre isso”, afirmou a advogada.

Após a audiência de custódia, João foi transferido da Delegacia de Capturas, onde havia passado a noite, para a Unidade Prisional de Triagem e Observação Criminológica (UP-TOC), no Complexo Penitenciário 3, em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza.

João continua sendo investigado pela Polícia Civil. Segundo a corporação, ele é suspeito de envolvimento nos crimes de induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio e violência psicológica.

A defesa nega responsabilidade de João na morte da estudante e contesta a necessidade da prisão preventiva.

Isabelle morreu após a queda do 23º andar do edifício onde mantinha residência com João e familiares dele. A Perícia Forense do Ceará (Pefoce), afirmou que a morte da universitário foi provocada por precipitação voluntária (suicídio).

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A manutenção da prisão preventiva não representa, por si só, uma conclusão sobre a responsabilidade criminal de João. A investigação segue em andamento.

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