Delação de Antônio Carlos Freixo vai investigar maquininhas do BNB
O caso envolve a parceria do banco com as empresas Global Payments e EntrePay

(Foto: reprodução/Instagram)
12/09/2026 11:59
A delação premiada do operador financeiro Antônio Carlos Freixo, conhecido como "Mineiro", deve incluir um anexo sobre a operação das maquininhas do Banco do Nordeste (BNB). O caso envolve a parceria do banco com as empresas Global Payments e EntrePay.
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A operação das maquininhas teve início em 2021, com a empresa Global Payments. Em 2022, Antônio Carlos Freixo comprou a empresa e assumiu o negócio a partir da fusão com a EntrePay, que causou um prejuízo estimado em até R$ 30 milhões ao BNB.
O contrato entre o BNB e a EntrePay foi rescindido devido a atrasos nos repasses aos clientes do microcrédito. Segundo relatos, os valores ainda não foram solucionados.
A linha do tempo da parceria coincide com três gestões na presidência do BNB:
- 2021 - Início do acordo: Romildo Rolim, até o final de setembro, seguido de forma interina por Anderson Possa.
- 2022 - Compra da Global e criação da EntrePay: José Gomes da Costa.
- 2023 a 2026 - Expansão e rescisão do contrato: Paulo Câmara, que comandava o banco quando o contrato foi cancelado.
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Na delação, "Mineiro" afirmou ser operador financeiro de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, e declarou ter pago, sob orientação dele, mais de R$ 1,2 bilhão em propina.