Vice-presidente do STJ deixa para fevereiro decisão sobre prisão de Ricardo Coutinho

Maria Thereza de Assis Moura

26/12/2019 8:27

A ministra Maria Thereza de Assis Moura, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou o encaminhamento à ministra Laurita Vaz do recurso da Procuradoria-Geral da República que pede a revisão do habeas corpus que livrou da prisão o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB), preso preventivamente na quinta (19), na Operação Calvário/Juízo Final, por supostas propinas de R$ 134 milhões na Saúde. Laurita Vaz é relatora do caso na Corte, e só julgará o agravo após o fim do recesso do Judiciário, em fevereiro. A informação é do repórter Fausto Macedo, do jornal Estão de S. Paulo.

“Determino, tão logo se inicie o ano judiciário, o encaminhamento urgente deste recurso à eminente relatora, a quem caberá a sua análise e, inclusive, eventual reconsideração da decisão impugnada”, escreveu a ministra.

Maria Thereza sustenta que cabe à relatora a apreciação do agravo no órgão colegiado da Sexta Turma, segundo o regimento interno do STJ. “Não vislumbro competência para, em decisão unipessoal, determinar a procedência de recurso de agravo que deve ser julgado pelo órgão colegiado, ou reconsiderado pela relatora do feito.”

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Ainda segundo Fausto, No sábado (21), durante o Plantão Judiciário, o ministro Napoleão Nunes Maia Filho determinou a soltura imediata ao ex-governador da Paraíba. A decisão ainda favoreceu Claudia Veras, Francisco Chagas Ferreira e David Clemente Correia. Claudia foi secretária de saúde durante o governo de Coutinho, Francisco é apontado como ‘laranja’ do ex-secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão da Paraíba, Waldson Souza, e David seria operador de uma das organizações envolvidas no esquema.

A ministra ressaltou que o caso possui uma única relatora, e que a distribuição da análise dos habeas corpus seguiu o regimento interno. “Portanto, todos os habeas corpus decorrentes da chamada Operação Calvário possuem uma única relatora, a ministra Laurita Vaz. E unicamente em razão do término do ano judiciário e cumprindo o que dispõe o regimento interno desta Corte, os writs distribuídos durante o recesso foram decididos em regime de plantão.”

PGR pede urgência

No documento, assinado pelo vice-procurador-geral Eleitoral Humberto Jacques de Medeiros e encaminhado ao STJ na noite desta segunda, 23, a Procuradoria pede com urgência o restabelecimento das prisões preventivas do ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, e de outros três investigados na Operação Calvário.

Ao justificar a importância da manutenção das ordens de prisão, Humberto Jacques defendeu que as acusações contra o ex-governador ‘contam com farto material probatório’.

Veja documento

https://issuu.com/cearanews7/docs/okokok

Com informações de Fausto Macedo, do jornal Estado de S. Paulo

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