O Ministério Público de São Paulo (MPSP) abriu, nesta sexta-feira (20), inquérito civil para investigar o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) pelo recebimento de R$ 10 milhões em propina da Odebrecht.
Alckmin, atual presidenciável tucano, foi citado em três delações da Lava Jato pelo recebimento de R$ 2 milhões em caixa 2 para a campanha de 2010 e outros R$ 8,3 milhões par a de 2014. Os valores teriam sido pagos pelo Grupo Norberto Odebrecht, responsável pelas obras da linha seis (laranja) do metrô.
Tasso fortalecido
A abertura do inquérito contra Alckmin, que não possui mais foro privilegiado desde quando renunciou ao Governo de SP para disputar a presidência, e a denúncia que tornou
réu o ex-prefeito de São Paulo João Doria (PSDB), pré-candidato tucano ao governo de SP, fortalecem a candidatura do senador cearense Tasso Jereissati (PSDB) ao Planalto.
Presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin é contra a candidatura de réus pelo partido. A medida atingiu diretamente o senador Aécio Neves (PSDB), réu por corrupção e obstrução da Justiça no Supremo Tribunal Federal (
STF), no entanto pode acabar ferindo também o próprio Alckmin. Caso vire réu na investigação, ele também terá de desistir da candidatura.
Com Alckmin fora, a candidatura tucana cairia nas mãos de João Doria, mas ele também é réu por irregularidades na parceria público-privada na área da iluminação pública de SP. Nesse cenário, a candidatura cai no colo de Tasso Jereissati, único tucano com envergadura política nacional e longe do radar da Justiça.