Ministro cearense Raul Araújo integra comissão do STJ que apura denúncia contra Marco Buzzi
A abertura do procedimento foi aprovada por unanimidade pelo plenário do tribunal
(Foto: Emerson Leal/STJ)
05/02/2026 13:53
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Raul Araújo, integra a comissão de sindicância instaurada pela Corte para apurar uma denúncia de suposta importunação sexual atribuída ao ministro Marco Aurélio Buzzi. A abertura do procedimento foi aprovada por unanimidade pelo plenário do tribunal, em sessão realizada na última quarta-feira (04).
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Além do cearense Raul Araújo, considerado um dos membros mais antigos do STJ, também foram escolhidos, por sorteio, os ministros Isabel Gallotti e Antônio Carlos Ferreira para compor a comissão responsável pela apuração. O grupo terá a atribuição de reunir e examinar documentos já formalizados em outras instâncias, incluindo o Boletim de Ocorrência (BO) registrado pela família da denunciante e depoimentos prestados no âmbito do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A acusação foi apresentada por uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos do ministro Marco Buzzi. Segundo relato, o episódio teria ocorrido no mês passado, durante viagem de férias em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. A jovem afirma que o ministro teria tentado agarrá-la durante um banho de mar. Após o ocorrido, foi registrado boletim de ocorrência.
O caso também tramita no CNJ, que analisa possíveis desdobramentos administrativos da denúncia. Já a investigação na esfera criminal está sob responsabilidade do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nunes Marques, uma vez que, por ocupar cargo no STJ, Buzzi possui foro privilegiado perante o Supremo.
Em nota encaminhada à imprensa, o ministro Marco Buzzi negou as acusações. Ele afirmou ter sido surpreendido pela divulgação da denúncia e declarou que as alegações não correspondem aos fatos, repudiando qualquer afirmação de conduta imprópria.
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O advogado da jovem, Daniel Bialski, declarou que a prioridade neste momento é resguardar a vítima e sua família, além de aguardar que os órgãos competentes realizem a apuração dos fatos com rigor.