O conselheiro do Náutico Atlético Cearense, Henrique Vasconcelos, apresentou nesta quinta-feira (7) a situação financeira do equipamento. Durante audiência pública na Assembleia Legislativa, Henrique confirmou dívidas públicas que somam mais de R$ 61 milhões, além de um déficit mensal de R$ 361 mil entre receitas e despesas. Ele conta também que a estrutura física do equipamento está danificada e defendeu que o ideal seria o tombamento total.
A audiência reuniu diretores de clube e movimentos que pedem o tombamento do espaço. Segundo o deputado Heitor Férrer, o objetivo é abrir caminho para o diálogo entre as partes envolvidas sobre a área tombada e as possibilidade de empreendimentos nas áreas não tombadas.
Aderbal Aguiar Júnior, do Movimento Náutico Urgente e co-autor do pedido estadual de tombamento, ressaltou a importância histórica, cultural e arquitetônica do clube e indicou que outras alternativas estão sendo propostas para o Náutico abrindo espaço para colaborações. Ele afirmou ainda que a expectativa é de que Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural do Ceará (Coepa), que analisa o pedido, reconheça essa importância.
Diante do caso, os deputados Heitor Férrer e Walter Cavalcante propuseram o envio de requerimento, via Assembleia, com sugestão para que a Prefeitura de
Fortaleza avaliasse a possibilidade de anistia das dívidas de equipamentos tombados. Já a conselheira da Procuradoria Geral de Justiça Jacqueline Faustino sugeriu ainda que o debate fosse ampliado não só para o tombamento do Náutico mas também para a sua sustentabilidade.
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Imagem: assessoria deputado Heitor Férrer[/caption]
Tombamento
O equipamento já passou por tombamento municipal e aguarda parecer do Conselho Estadual de Patrimônio Cultural do Ceará (
Coepa), que deverá apresentar relatório no próximo dia 20 em reunião ordinária.