Ceará registra 40 casos de mpox em 2026, aponta Sesa

Não houve registro de óbitos. Duas pessoas precisaram de internação

Sesa confirma quarto caso suspeito de intoxicação por metanol no Ceará

(Foto: divulgação/Sesa)

06/11/2026 17:28

O Ceará registrou, em 2026, 40 casos confirmados de mpox em residentes. Os dados são do IntegraSUS, plataforma de transparência da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). Não houve registro de óbitos. Duas pessoas precisaram de internação.

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Uma nova nota técnica, publicada nesta sexta-feira (06), reúne informações sobre manifestações, formas de transmissão, medidas para reduzir o risco de contágio e o cenário epidemiológico da enfermidade.

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A mpox é uma infecção causada pelo vírus MPXV. Os principais sintomas são febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço e ínguas, que são o aumento dos linfonodos.

Os sinais podem evoluir para manchas, bolhas, feridas ou crostas na pele e nas mucosas, que podem atingir o rosto, as mãos, a boca e as regiões genital e anal. O período entre o contato com o vírus e o início dos sintomas varia de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.

O diagnóstico é feito por exame disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). "Ao identificar lesões na pele ou nas partes íntimas, com ou sem outros sintomas, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação", afirma Ana Cabral, coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesa.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo com lesões, feridas, crostas ou secreções de pessoas infectadas. Também pode acontecer durante relações sexuais, pelo compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas e roupas de cama, e pelo contato próximo e prolongado com secreções respiratórias.

Para evitar o contágio, a Sesa recomenda não manter contato direto com lesões de pessoas com suspeita ou confirmação da doença, evitar o compartilhamento de objetos pessoais e reforçar os cuidados de higiene. Pessoas com sintomas suspeitos devem evitar relações sexuais e contato próximo com outras pessoas até receberem avaliação de um profissional de saúde. Caso haja suspeita, a orientação é manter as lesões cobertas.

Na maioria dos casos, a mpox apresenta evolução leve a moderada, com recuperação em duas a quatro semanas. Pessoas com baixa imunidade, gestantes e crianças pequenas apresentam maior risco de desenvolver formas graves da infecção.

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A mpox não é uma doença nova. Desde o primeiro caso no estado em 2022, a Sesa mantém ações permanentes de vigilância epidemiológica, investigação de casos e orientação aos serviços de saúde, para assegurar o diagnóstico oportuno, a assistência adequada aos pacientes e a implementação das medidas de prevenção recomendadas, além de atuar em parceria com as secretarias municipais de saúde.

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