Universitária é encontrada morta em condomínio na Aldeota e família cobra esclarecimentos
A mãe foi ao local em busca de informações e descobriu que a filha estava morta

(Foto: Reprodução)
19/09/2026 15:43
A morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta na noite do último domingo (13), no pátio do condomínio onde havia passado a morar com o namorado e familiares dele, no bairro Aldeota, em Fortaleza, ainda é cercada por perguntas sem resposta. A família só tomou conhecimento da morte na manhã seguinte. Segundo o relato da mãe de Isabelle, a professora universitária Isorlanda Caracristi, a ausência de notícias da filha chamou sua atenção porque as duas mantinham contato frequente.
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De acordo com a mãe, Isabelle havia passado parte do fim de semana em sua companhia. No sábado (12), as duas participaram de uma comemoração familiar. No domingo, a jovem teria comentado que participaria de uma missa e de uma procissão ao lado do namorado e de familiares dele.
Ainda segundo Isorlanda, antes de deixar a residência, Isabelle teria apresentado indisposição e reclamado de dores no pescoço. Durante aquele período, a mãe também percebeu que a filha recebia diversas mensagens do namorado.
Mais tarde, já no domingo à noite, Isabelle enviou mensagens para a mãe. Em uma delas, teria comentado sobre uma comida que havia deixado preparada. Na sequência, escreveu uma declaração de afeto: “Mãe, eu te amo”, segundo o relato da professora. Depois disso, não houve mais comunicação entre as duas. A mãe contou que inicialmente imaginou que a filha tivesse dormido, mas estranhou a ausência da habitual mensagem de boa-noite.
Na manhã de segunda-feira (14), diante da falta de respostas, tentou novamente falar com Isabelle. Sem conseguir contato com a filha, Isorlanda também tentou falar com o namorado da jovem. Conforme seu relato, não obteve retorno e percebeu que havia sido bloqueada em redes sociais.
Diante da situação, ela foi até o condomínio acompanhada de familiares. No local, recebeu a informação de que Isabelle havia morrido na noite anterior e que o corpo já havia sido encaminhado para os procedimentos periciais. A família passou então a buscar respostas sobre o que aconteceu nas horas que antecederam a morte da universitária.
A professora relatou ainda que, segundo sua percepção, a filha vinha enfrentando dificuldades na relação afetiva. Essa avaliação, no entanto, faz parte do relato da família e não representa uma conclusão da investigação policial. Até o momento, não há divulgação oficial sobre eventual responsabilidade de terceiros pela morte.
A causa da morte ainda não foi oficialmente esclarecida. O caso está sob investigação da 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, enquanto a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) trabalha na elaboração do laudo cadavérico, que deverá apontar as circunstâncias médicas relacionadas ao óbito.
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A Polícia Civil ainda não divulgou a causa do óbito nem apresentou uma conclusão sobre as circunstâncias da morte. A perícia deverá ser fundamental para esclarecer o que aconteceu.
Enquanto aguardam o resultado dos exames periciais e o avanço das investigações, familiares de Isabelle cobram esclarecimentos sobre os últimos momentos da jovem. A principal resposta ainda é aguardada: o que provocou a morte de Isabelle Caracristi e em quais circunstâncias isso aconteceu.