Polícia ouve quatro pessoas no caso Isabelle Caracristi; câmeras de condomínio são analisadas
Oito pessoas serão ouvidas. Os nomes e a ligação com a vítima não foram revelados
20/09/2026 11:09
A investigação sobre a morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, avançou com a tomada de depoimentos e a análise de imagens de segurança do condomínio onde a jovem foi encontrada morta, na Aldeota, em Fortaleza. Quatro pessoas já foram ouvidas pela Polícia Civil do Ceará (PCCE), e outras quatro oitivas estão previstas.
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Isabelle foi encontrada morta na noite de domingo, 13 de setembro. Segundo a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), o óbito ocorreu por volta das 20h40. A jovem estava no condomínio onde vivia com o namorado e familiares dele.
As imagens das câmeras de segurança estão entre os elementos analisados pelos investigadores. O material poderá ajudar a reconstituir a movimentação no prédio e os acontecimentos que antecederam e sucederam a morte da estudante.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) não informou quem são as pessoas que já prestaram depoimento nem revelou o conteúdo das declarações. Também não há, até o momento, divulgação oficial sobre uma conclusão a respeito da dinâmica da morte.
Perícia encontrou lesões compatíveis com impacto
Exames realizados pela Pefoce identificaram no corpo de Isabelle lesões compatíveis com impacto contra o solo. A perícia também realizou exames laboratoriais para verificar a presença de substâncias de interesse toxicológico.
Segundo a SSPDS, os testes realizados até agora não identificaram essas substâncias. Exames complementares ainda estão em andamento.
O resultado, porém, não estabelece sozinho como a estudante morreu. A definição da dinâmica depende da análise conjunta dos vestígios, dos exames periciais, dos depoimentos e das demais diligências conduzidas pela Polícia Civil.
Caso ganhou repercussão após manifestação da mãe
A morte de Isabelle ganhou repercussão nas redes sociais depois que a mãe da estudante, a professora universitária Isorlanda Caracristi, publicou um vídeo cobrando esclarecimentos sobre as circunstâncias do caso.
O relato da mãe levantou questionamentos sobre os acontecimentos que antecederam a morte da filha e sobre a comunicação da família após o episódio.
As declarações da família fazem parte da repercussão pública do caso, mas não representam, por si só, uma conclusão da investigação policial.
Investigação continua
A Polícia Civil mantém as diligências para esclarecer o que aconteceu no condomínio na noite em que Isabelle morreu. Com quatro depoimentos já realizados, outros quatro deverão ser colhidos nos próximos dias, enquanto os investigadores avançam na análise das imagens de segurança.
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A Pefoce também ainda precisa concluir exames complementares. A SSPDS informou que somente após o encerramento dos trabalhos periciais e investigativos será possível estabelecer de forma definitiva a dinâmica da morte da estudante.