A Federação Nacional de Saúde Complementar, que representa os planos de saúde, divulgou, nesta segunda-feira (14), que a inclusão de novos procedimentos na cobertura obrigatória poderá custar ao setor até R$ 5,4 bilhões. Essa quantia equivale a 4% da soma das despesas assistenciais de 2016.
A presidente da federação, Solange Beatriz Mendes, afirma que, se a inclusão for determinada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), haverá aumento nas mensalidades para consumidores e empresa.
Em um estudo que analisa 16 das 26 novas tecnologias propostas para serem incorporadas, a Fenasef sustenta que as novas opções oferecem custos muito acima das alternativas já oferecidas de tratamento. Um novo implante urológico que está sendo analisado, por exemplo, teria um impacto de R$ 1 bilhão a mais considerando outro dispositivo já oferecido e uma demanda de 209 mil pacientes.
Os procedimentos estão sendo analisados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. Após serem propostos em uma consulta pública, o novo rol de procedimentos obrigatórios deve entrar em vigor no início do ano que vem.
(Com Agência Brasil)