PF investiga suposta venda de decisões no STF e apura contrato de R$ 1,5 mi com alvos no CE

Foram identificados um deputado, uma prefeita e um escritório de advocacia do Ceará

PF investiga suposta venda de decisões no STF e apura contrato de R$ 1,5 mi com alvos no CE

(Foto: Arquivo/PF)

15/09/2026 12:09

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta segunda-feira (14), uma operação para apurar suspeita de venda de decisões no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino e tem como alvos o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP), a advogada Valéria Rodrigues Linhares, companheira do parlamentar, e um homem identificado como "Tuca", apontado como responsável pelo orçamento secreto no período da presidência de Arthur Lira (PP-AL) na Câmara.

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A investigação atingiu o Ceará. Segundo a decisão de Flávio Dino, foram identificados um deputado, uma prefeita e um escritório de advocacia do Estado. De acordo com o documento, os três teriam participado de um acerto para pagamento de R$ 1,5 milhão por uma sentença, com R$ 500 mil desembolsados na assinatura do contrato.

O caso envolve a Reclamação Constitucional nº 81.608, em trâmite no STF. Conforme citação do portal UOL na apuração da PF, em julho de 2025 Mariângela Fialek encaminhou a Valéria para análise o "Contrato de cessão de crédito - Igor Rodrigues Advogados Associados e Valéria Rodrigues Linhares". A mensagem encaminhada dizia: "Analisa para nós, por favor, que eu estou no telefone e não vou conseguir ler".

Ainda segundo a PF, a cláusula 5ª do contrato prevê a cessão de R$ 1 milhão dos honorários a serem recebidos em caso de êxito para a sociedade de advocacia da esposa do representado. O escritório citado é o cearense Igor Rodrigues Advogados Associados.

O advogado Igor Rodrigues se manifestou. Disse estar tranquilo e afirmou que firmou inicialmente um contrato de parceria que não foi adiante e foi formalmente rescindido. Depois, ingressou com Habeas Corpus no qual obteve a liberdade do cliente, sem parceria com a advogada citada. Afirmou que a Reclamação Constitucional onde constava a parceria foi extinta sem apreciação do mérito.

"Tudo foi feito dentro dos autos, com a juntada formal de substabelecimento, sem qualquer tipo de atuação escusa. O exercício da advocacia não pode ser criminalizado", declarou.

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A investigação apura os crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência e corrupção. Não há condenação. A apuração segue em andamento.

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