PF cumpre mandado no Ceará em operação que apura fraude de R$ 6,57 mi no INSS
Além do Ceará, também foram cumpridos mandados em SP, RS, PA, PI e MA

(Foto: divulgação)
22/09/2026 10:59
A Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado de busca e apreensão no município de Ubajara, durante a Operação Laudo Cego, deflagrada nesta terça-feira (22). A ação apura um esquema suspeito de obter e manter de forma fraudulenta benefícios por incapacidade temporária do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Siga o canal do CN7 no WhatsApp
A operação é coordenada pela PF e integra a Força-Tarefa Previdenciária, com participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social do Ministério da Previdência Social.
Foram cumpridos 39 mandados de busca e apreensão em seis estados. No Maranhão, nos municípios de São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Pinheiro, Santa Helena, Palmeirândia, Presidente Sarney, Presidente Juscelino e Brejo. Nos demais estados, em Santa Rosa (RS), Cotia (SP), Parauapebas (PA), Parnaíba (PI) e Ubajara (CE).
A Justiça determinou ainda o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, a proibição de contato entre eles e a constrição de bens e valores para assegurar o ressarcimento aos cofres públicos.
A Operação Laudo Cego é um desdobramento da Operação Camisaria. Segundo a PF, a investigação começou após a identificação de indícios de concessão indevida de benefícios.
O grupo investigado seria formado por servidores públicos, profissionais da saúde, contadores, empresários e intermediários. Entre as práticas apuradas estão a emissão de laudos médicos falsos, a criação de vínculos empregatícios fictícios, a inserção de informações fraudulentas nos sistemas previdenciários, o recrutamento de beneficiários e a movimentação dos valores.
Até o momento, foram identificados 172 benefícios com indícios de fraude, com prejuízo estimado de R$ 6,57 milhões.
Siga o canal do CN7 no Telegram
Os investigados poderão responder por estelionato previdenciário, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informações, organização criminosa e lavagem de dinheiro.