Três pessoas foram presas e uma quarta identificada sob suspeita de envolvimento nos recentes atentados registrados na Grande
Fortaleza. Os ataques ocorreram na última segunda-feira (1º), quando torres e subestações de energia elétrica foram alvos de explosões em
Fortaleza,
Pacatuba e
Maracanaú, na Região Metropolitana. Partiu de dentro de um presídio a ordem para os ataques. Ficou claro para as autoridades que criminosos, mesmo presos, ainda conseguem liderar suas facções fora da cadeia e continuam na posse de explosivos.
Nesta sexta-feira (5), foi deflagrada pela Polícia Federal, em conjunto com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (
SSPDS), a “Operação Dínamo”. Cerca de 70 agentes da Polícia Federal e policiais civis e militares cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Justiça após as investigações sobre os atentados realizadas em conjunto pelos órgãos integrantes do Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR). Foram cumpridos três dos quatro mandados de prisão preventiva. Os nomes dos detidos não foram divulgados.
Na mesma operação, os policiais apreenderam armas – entre elas, uma submetralhadora – e munições e explosivos. Ainda de acordo com as autoridades, além dos três homens presos, o suposto mandante dos atentados já estava cumprindo pena em um presídio da Grande
Fortaleza e foi identificado, sendo levado para o isolamento. Ele ordenou os atentados como represálias por novas medidas disciplinadoras determinadas pela Secretaria da Administração Penitenciária e, relação às visitas íntimas nos presídios da Grande
Fortaleza.
Ataques em janeiro
Em janeiro, uma sequência de mais de 300 atentados abalou o Ceará. Ônibus do transporte coletivos e veículos de prefeituras e outros públicos, bem como das empresas de coleta de lixo e de eletricidade foram incendiados em todo o estado. Artefatos explosivos foram detonados em pontes e viadutos. Delegacias da Polícia Civil e bases da
PM metralhados. Até mesmo veículos em pátios de revendedoras e concessionárias de automóveis acabaram incendiados.
A violência e persistência dos atentados ordenados de dentro dos presídios, obrigou o Governo do Estado a pedir ajuda do Governo Federal para enfrentar os criminosos, sendo mandados para
Fortaleza efetivos da Força Nacional de Segurança (FNS) e reforços da Polícia Rodoviária Federal (
PRF) e da Força de Intervenção Penitenciária (FIP). Com o aumento do policiamento e as prisões dos envolvidos, a situação foi parcialmente sanada. Vários líderes de facções foram transferidos para Presídios Federais de Segurança Máxima em outros estados, como São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte.
No dia 1º de março, a Força Nacional de Segurança retirou sua tropa do Ceará, permanecendo apenas o reforço de agentes da FIP nos presídios.