Maranguape segue no topo do ranking de violência do país, segundo novo levantamento

Foram 106 homicídios em 2025, taxa de 100,3 óbitos para cada 100 mil habitantes

(Foto: divulgação/SSPDS)

(Foto: divulgação/SSPDS)

23/07/2026 8:57

Pelo segundo ano consecutivo, o município de Maranguape, na Grande Fortaleza, aparece como o mais violento do Brasil em termos proporcionais. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (23) pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, publicação que reúne os principais números da criminalidade registrados no país ao longo do ano anterior.

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Conforme o levantamento, a cidade somou 106 homicídios em 2025, resultando em uma taxa de 100,3 óbitos para cada 100 mil habitantes. Trata-se do único município do Brasil a ultrapassar a marca simbólica de 100 mortes por 100 mil moradores, patamar usado internacionalmente como referência para medir a gravidade da violência letal em uma localidade.

O relatório atribui o quadro principalmente ao acirramento dos conflitos entre organizações criminosas rivais, que disputam o domínio de áreas estratégicas do município. A posição geográfica de Maranguape, cortada por eixos rodoviários relevantes, é apontada como um fator que facilita a presença desses grupos na região.

Segundo o documento, a proximidade com as rodovias CE-065 e BR-020 faz da cidade um ponto de interesse para organizações ligadas ao tráfico, que se valem dessas vias tanto para movimentar entorpecentes quanto para ampliar seu raio de atuação.

Apesar de o número total de assassinatos ser bem menor do que o observado em grandes centros urbanos, o porte populacional de Maranguape, de pouco mais de 108 mil moradores, faz com que sua taxa proporcional dispare acima da de qualquer outra cidade brasileira. Entre os dez municípios no topo do ranking nacional, é justamente Maranguape que tem a menor população.

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A permanência de Maranguape na liderança do ranking reforça um cenário de violência continuada na Região Metropolitana de Fortaleza, colocando em evidência a dificuldade das forças de segurança em conter o avanço de facções que passaram a enxergar municípios menores como peças-chave na logística do crime organizado.

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