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Mãe da jovem morta por “Zé de Valério” desabafa em entrevista: “Ele é um monstro”
A caçada ao criminoso da estudante, em Pedra Branca, já dura mais de 50 dias
Na entrevista, Joelma fala da dor e do vazio após o assassinato da filha

Ela era uma moça trabalhadora, cheia de sonhos. Estamos muito tristes, sentindo uma dor e um vazio no peito. Só estamos vivos, pela misericórdia de Deus”.

A declaração é da dona de casa Joelma Oliveira, mãe da estudante universitária Daniele Silva de Oliveira, 20 anos, raptada, estuprada e assassinada a tiros, na noite do dia 23 de abril último, no Município de Pedra Branca (a 285Km de Fortaleza).

Passados mais de 50 dias do crime, a família continua abalada com o fim trágico da estudante e apela para que as autoridades não parem com as buscas ao assassino, o vaqueiro José Pereira da Costa, o “Zé de Valério”. 

Caçado há quase dois meses, o suspeito tem driblado as operações da Polícia e já percorreu mais de 300 quilômetros na mata, passando por cinco Municípios cearenses (Pedra Branca, Senador Pompeu, Quixeramobim, Independência e Tauá), sem que fosse localizado pelas autoridades. Sua prisão tornou-se um desafio para o governo.

“Ele é um bicho do mato, um monstro. E vai continuar nos matos, enquanto tiver comida. Ele vai continuar escondido até fugir para um lugar bem longe onde ninguém saiba quem ele é, um assassino”, disse Joelma.

Após o crime, a família mudou até de casa. O pai da jovem morta entrou em depressão e já teria até tentado tirar a própria vida. “Ele (“Zé de Valério”) acabou com a minha filha e com toda a nossa família” desabafa.

Em entrevista concedida ao radialista Gaspar de Sousa, e publicada no blog do Manuel Sales, a mãe da estudante conta que a filha era “trabalhadeira. Ela deixava a loja (de roupas na cidade de Pedra Branca) e vinha pro sítio me ajudar e ajudar o pai a fazer queijo. Trabalhava muito, não tinha vergonha de sair vendendo queijo em todo lugar para nos ajudar. Dizia que tínhamos que vender para não mendigarmos”.

Sobre o assassino, Joelma conta que ele trabalhou por cerca de três anos com a família, no sítio. Depois, foi trabalhar noutro local, próximo dali. Mas sempre freqüentava a casa dos pais da estudante, principalmente  nos domingos e nos feriados. “Nunca desconfiamos que um dia ele viesse a fazer isso. Ele nunca nos faltou com respeito. A gente o tratava como uma pessoa da família, mas na verdade, é um monstro”.

Joelma conta que viu a filha pela última vez por volta das 9 horas (do dia 23 de abril). “Eu estava sentindo muitas dores e ela me disse. “Mãe, fica na loja que eu vou ajudar o pai a fazer os queijos. Depois, ia sair para vender”, relembra.

Depois disso, a estudante desapareceu. No dia seguinte seu corpo foi encontrado nas margens de uma estrada, na localidade de São Gonçalo, zona rural de Pedra Branca. Daniele foi abusada sexualmente e morta a tiros.  A caçada ao assassino continua.

Veja a entrevista concedida pela mãe da estudante ao radialista Gaspar de Souza:

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