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Jordaniano que se escondia na Praia do Pacheco é elo entre PCC e máfia italiana
PF liga os pontos para prender Waleed Issa Khamays e figurões cearenses
Jordaniano Waleed Issa Khamays, suspeito de negociar drogas entre PCC e 'Ndrangheta', máfia italiana

A Polícia Federal está cada vez mais perto de desbaratar a atuação do Ceará no tráfico internacional de drogas. O jordaniano Waleed Issa Khamays é apontado como o elo entre o PCC e a  “Ndrangheta” (máfia italiana). A PF montou operação permanente para pôr um ponto final nesse tipo de prática no Estado, que envolve figurões da sociedade cearense.

Como mostra matéria do UOL, a PF do Brasil começou a investigar o narcotraficante jordaniano em 1991. Foram levantadas evidências que apontavam que ele e seus parentes tinham criado empresas de fachada para o tráfico de drogas da Colômbia e da Bolívia. Na noite de 14 de julho de 1992, a polícia invadiu o local onde ele estava, na Praia do Pacheco, em Fortaleza, e descobriu mais de 500 quilos de cocaína pura escondidos em 12 toneladas de sacos de arroz.

Khamays e outros dois jovens italianos foram presos em flagrante. Khmays foi investigado novamente, outras vezes, no Brasil. E investigações recentes provam que ele continua sendo um gancho para o PCC, sendo um dos principais nomes da relação entre a ‘Ndrangheta e a facção criminosa brasileira.

O jordaniano havia sido condenado a nove anos de prisão, pelo crime de tráfico de drogas, em 1992, em Fortaleza. Em 1996, após ser agraciado com o regime semi-aberto, em que ele só deveria voltar à prisão à noite, fugiu e foi para São Paulo, onde voltou a ser preso e ficou cerca de nove meses na Casa de Detenção de São Paulo, o Carandiru. Voltou a fugir.

Em 2004, foi flagrado com documentação falsa no Rio Grande do Sul. Ainda assim, por decisão do juiz Augustino Lima Chaves, da 12ª Vara Federal no Ceará, permaneceu condenado, mas em regime aberto, ou seja, em liberdade. No entanto, após novas investigações em que ele foi alvo, houve novos pedidos de prisão. Atualmente, o jordaniano tem dois mandados de prisão em aberto, a partir da Justiça de São Paulo e de Joinville (SC), sendo acusado de continuar negociando drogas entre o PCC e a máfia italiana.

Em tempo

Waleed Issa Khamays está foragido.

Com informações do UOL com o IRPI (Projeto de Jornalismo Investigativo da Itália), o OCCRP (Projeto de Jornalismo sobre Crime Organizado e Corrupção) e o Investigace da República Checa.

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