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“Irmãos Pipocas” morrem em confronto com a Polícia em Tocantins após assaltos
Criminosos cearenses eram temidos em Quixadá, onde tinham até apoio de políticos
"Neudo Pipoca", o chefe da quadrilha, morreu com um irmão após assaltos em Tocantins. A família é de Quixadá e tem o apoio de políticos

Dois bandidos cearenses, irmãos, envolvidos em assaltos a bancos, ataques a carros-fortes e outros crimes em vários estados, morreram, nesta sexta-feira (1º),  em confronto com a Polícia no interior de Tocantins. Eles eram membros de um clã de criminosos conhecido como “Irmãos Pipocas”, da cidade de Quixadá (a 154Km de Fortaleza).

Os corpos de Elineudo Oliveira Silva, o “Neudo  Pipoca”, 43 anos; e seu irmão Elineuton Oliveira Silva, 41, foram encontrados em um matagal  após uma intensa troca de tiros com a PM. Um militar também morreu no tiroteio.

De acordo com as autoridades da Segurança Pública de Tocantins, o confronto entre bandidos e policiais ocorreu na madrugada de sexta-feira (1º), na Região do Pequizeiro. O militar morto era o sargento Deusdete Américo Gama, de 53 anos, cujo corpo será velado, neste sábado (2), no Quartel do Comando Geral (QCG) da Polícia Militar, em Palmas.

 O tiroteio aconteceu quando a PM caçava a quadrilha suspeita de explodir um posto de atendimento bancário na região de Pequizeiro, na última quinta-feira (31), e tentar atacar um carro-forte. Em dois dias, confrontos entre a PM e a quadrilha naquela região deixaram cinco mortos, sendo o sargento Gama e quatro ladrões, entre eles, os irmãos “Pipocas”. O policial militar chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho do hospital da cidade de Araguacema.

Clima tenso

A tensão na região central do estado de Tocantis  iniciou na semana passada quando criminosos armados se envolveram em dois acidentes de trânsito ao tentar roubar um carro-forte na rodovia entre as cidades de Araguacema e Pequizeiro. Na última quinta-feira (31), durante as buscas por esses criminosos, ocorreu um confronto armado entre os suspeitos e a Polícia Militar. Dois homens foram baleados e morreram.

Já na madrugada desta sexta-feira (1º) ocorreu um ataque a um posto de atendimento de um banco. Durante as buscas pelos suspeitos, houve um novo confronto e o sargento Américo Gama, de 53 anos, acabou sendo baleado pelos criminosos e morreu a caminho do hospital. Logo depois, os corpos dos irmãos “Pipocas” foram encontrado na mata.

Quem são os “Pipocas”

Os irmãos “Pipocas” são bastante conhecidos na região entre Quixadá e Morada Nova. Temidos nas duas cidades, são envolvidos em diversos crimes como assaltos a bancos e carros-fortes no Ceará e em diversos estados brasileiros, principalmente do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Com o dinheiro oriundo dos roubos a bancos e carros-fortes, além de seqüestros, os “Pipocas” se tornaram ricos e possuem vários imóveis, fazendas, motéis e postos de combustíveis no interior do Ceará.

Da vida de crimes, os “Pipocas” também enveredaram pelo caminho da política no Ceará, elegendo amigos e se tornando fortes  (e temidos) na região de Quixadá, onde recebem também apoio de um deputado estadual sempre visto com eles.

Apontado como chefe da “Quadrilha dos Pipoca“,  “Elineudo Pipoca” e outros quatro integrantes do bando tiveram habeas corpus concedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão homologada, no dia 8 de março de 2017 e publicada no Diário da Justiça do dia 14. O grupo foi preso em janeiro de 2015, suspeito de atacar um comboio composto de três carros-fortes no município de Russas (CE). Além desta acusação, os “Pipoca’ teriam atuado contra instituições financeiras também nos Estados do Maranhão, Rio Grande do Norte, Pará e Mato Grosso.

Os outros integrantes da quadrilha identificados pela Polícia são Raimundo Nonato Rodrigues da Silva, o “Raimundo da Vertente”, 34 anos; Paulo Sérgio de Oliveira, 33; Ângelo Márcio Rodrigues, 38, e Antônio Ricardo Germano de Lima, o “Ricardo da Vila Rica”,31.

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