Gaeco pede bloqueio e reparação de mais de R$ 18,3 mi em ações contra o crime organizado
A atuação busca atingir uma das principais fontes de sustentação das facções
Foto: Divulgação
25/08/2026 14:41
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Ceará (MPCE), pediu à Justiça, nos sete primeiros meses de 2026, o bloqueio de valores e a reparação de danos ao erário público que somam mais de R$ 18,3 milhões.
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O resultado faz parte da estratégia do MPCE de combater o crime organizado não apenas por meio da responsabilização criminal dos envolvidos, mas também pelo rastreamento, bloqueio, recuperação e perda de bens e valores relacionados às atividades ilícitas.
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A atuação busca atingir uma das principais fontes de sustentação das organizações criminosas: o patrimônio acumulado e os recursos financeiros obtidos por meio do crime.
Nova estrutura de persecução patrimonial
Como parte do fortalecimento dessa estratégia, o MPCE instituiu, por meio do Ato Normativo nº 614/2026, publicado em julho, uma estrutura especializada para a persecução patrimonial.
A medida atribui ao Gaeco a adoção de providências relacionadas à nova ação civil de perdimento de bens, prevista na Lei Federal nº 15.358/2026, que estabelece o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil.
Com a nova estrutura, o Ministério Público amplia a possibilidade de atuar diretamente sobre bens e valores utilizados ou adquiridos por organizações criminosas, buscando impedir que o patrimônio obtido com atividades ilícitas continue financiando novos crimes.