Ex-servidores da Câmara de Beberibe são presos suspeitos de “rachadinha”
“Vila Rica” era como se chamava a cidade de Beberibe durante o período colonial

Foto: MPCE
25/06/2024 11:32
Três ex-servidores da Câmara Municipal de Beberibe foram presos, de forma temporária, por suspeita de envolvimento em esquema de “rachadinha”. A 2ª fase da operação Vila Rica foi deflagrada nesta terça-feira (25) pelo Ministério Público do Estado do Ceará, por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), com apoio da Polícia Civil. A ação investiga um suposto esquema criminoso que teria desviado recursos públicos.
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Também foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas residências de quatro ex-servidores da Câmara, uma servidora da Prefeitura e um empresário local, além de um na sede da Prefeitura de Beberibe. Foram apreendidos documentos, aparelhos celulares e computadores, que irão subsidiar as investigações do Gecoc. Os investigados poderão responder por associação criminosa, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
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A investigação
A investigação do MP do Ceará apontou a existência do suposto esquema, que estaria sendo organizado por um vereador e pelo irmão dele. O desvio dos recursos públicos funcionaria através da contratação de assessores parlamentares que, além de não prestarem o serviço, estariam repartindo mensalmente o salário com o respectivo vereador.
Na 1ª fase da operação, deflagrada em dezembro de 2023, o MP do Ceará, com apoio da PC, prendeu temporariamente o vereador supostamente envolvido no esquema e seu irmão.
“Rachadinha”
“Rachadinha” é o nome popular dado para “desvio de salário de assessor”. Na prática, trata-se de uma transferência de parte ou de todo o salário do servidor para o parlamentar ou secretários a partir de um acordo anteriormente estabelecido.
Nome da operação
“Vila Rica” era como se chamava a cidade de Beberibe durante o período colonial. O município tinha este nome à época devido a prosperidade econômica.