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Editorial do Jornal do Cariri destaca terra sem lei no Ceará com sequência de ataques

O ano de 2019 começou com diversos atentados terroristas no Ceará. Ônibus incendiados, atentados a bomba, toque de recolher em vários bairros e diversas cidades, execuções e atos de desrespeito à ordem estabelecida. Os anos de omissão, acordos espúrios com criminosos e de incompetência, cujo maior símbolo é o secretário de Segurança Pública, André Santos Costa, estão na raiz dessa nova explosão do crime organizado no Ceará.

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, demonstrando sua competência na primeira semana de gestão, rapidamente enviou para o Ceará o dispositivo da Força Nacional de Segurança, com o objetivo de estancar a violência que a Secretaria de Segurança Pública não conseguiu impedir.

Moro agiu contra a vontade de um passivo e atônito governador reeleito Camilo Santana. Este último, quando era inevitável a intervenção branca no Estado, partiu para as redes sociais a fim de se declarar inimigo dos bandidos e líder da reação aos atentados terroristas por eles deflagrados. Ninguém levou a sério o que o governador disse.

A situação melhorou no início desta semana, exclusivamente, em razão da atuação das tropas da Força Nacional de Segurança. André Costa, o mais incompetente secretário de Segurança Pública dos últimos 40 anos no Ceará, continuou dando declarações vazias e envergonhadas à mídia local e nacional. O povo seguiu em casa, com medo, em um verdadeiro estado de sítio.

A única exceção foi o eterno presidenciável Ciro Gomes, que foi convenientemente flagrado nas ruas com uma sacola de compras e uma fruta, em uma pose que buscava afetar paz e tranquilidade, quando seus conterrâneos seguiam sob o império do terror criminoso. Indagado pelo jornal espanhol “El País” a respeito da crise no Ceará, ele desviou da pergunta.

Outros grandes omissos nessa grave crise, que tornou o Ceará uma erra sem lei, são os senadores Tasso Jereissati, iniciando a segunda parte de seu mandato, e o recém-eleito Eduardo Girão. Ambos guardaram um ofensivo silêncio. Nenhuma palavra deles foi ouvida sobre a crise. Tal atitude não será esquecida pelos cearenses no futuro.

A crise gerada pelos atentados terroristas não é nova. O Jornal do Cariri vem denunciando o caos na Segurança Pública há anos. A mídia cearense, por medo ou conivência, não dá destaque algum a tais fatos. Cabe à imprensa nacional e internacional oferecer ao país e ao mundo a real dimensão desse descalabro.

A situação foi contida em 2018, graças a uma tática desenvolvida pelo clã Ferreira Gomes em Sobral: acordo de convivência pacífica com os bandidos. O objetivo de reeleger Camilo Santana determinou um estado artificial de segurança no Estado. Agora, a conta chegou. E veio caríssima!

O Ceará não aguenta mais ser a terra onde os criminosos saem às ruas e o povo permanece em estado de sítio, preso em suas casas e seus apartamentos. Algo precisa ser feito. E agora! É uma pena que o grande culpado de tudo isso, o delegado André Costa, permanecerá intocável em seu cargo.

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