Ceará é o terceiro estado com mais investigações por crimes eleitorais, aponta PF
O Ceará possui 116 inquéritos. RJ lidera, com 138, seguido pelo MA, com 122

(Foto: reprodução/Instagram)
02/10/2026 9:47
O Ceará tem 116 inquéritos por crimes eleitorais instaurados entre janeiro e setembro de 2026, segundo dados do painel Casos Eleitorais em Andamento, da Polícia Federal (PF). É o terceiro Estado com mais investigações no período. O Rio de Janeiro lidera, com 138 inquéritos, seguido pelo Maranhão, com 122. No total, a PF instaurou 1.226 inquéritos no país. Os números foram apresentados às vésperas do primeiro turno das Eleições Gerais, marcado para domingo (04). A corporação informou que reforçará a atuação durante a votação, em parceria com a Justiça Eleitoral e outros órgãos de segurança.
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Um mesmo inquérito pode conter mais de um tipo penal. Os 1.226 inquéritos correspondem a 1.596 casos por tipo penal iniciados em 2026.
O crime mais investigado é a falsidade ideológica eleitoral, que envolve inserção de informações falsas em documentos destinados à Justiça Eleitoral, com 384 registros. Na sequência aparecem inscrição fraudulenta de eleitor, prevista no artigo 289 do Código Eleitoral, com 356 casos, e compra de votos, com 187.
Também foram registrados 77 inquéritos por violência política contra a mulher e 70 por desvio ou uso indevido de dinheiro e bens destinados ao financiamento eleitoral.
As investigações são baseadas principalmente em três normas: o Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965), a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e a Lei nº 6.091/1974, que trata do transporte gratuito de eleitores de zonas rurais e do uso irregular de veículos.
O volume de procedimentos cresceu com o avanço do calendário eleitoral. Depois de oscilar entre 89 e 143 inquéritos mensais no primeiro semestre, o número subiu a partir de julho e chegou a 234 em setembro, o maior do ano.
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Segundo a PF, as ações resultaram na apreensão de mais de R$ 33 milhões em bens, sendo cerca de R$ 21 milhões em dinheiro em espécie. A corporação mantém ainda monitoramento sobre crimes no ambiente digital, incluindo conteúdos manipulados por inteligência artificial, quando há indício de ilícito previsto na legislação eleitoral.