Cid e Luizianne faltam a debate para o Senado; Wagner e Alcides participam
Candidatos alegaram mudanças na agenda de campanha para justificar a ausência

(Foto: reprodução/Instagram)
01/10/2026 19:58
Os candidatos ao Senado Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (PSB) não participaram, nesta quinta-feira (1º), do Debate PontoPoder, promovido pelo Diário do Nordeste, Verdinha FM e TV Diário. Os dois haviam confirmado presença, mas informaram, na tarde do debate, que alterações na agenda de campanha impediriam a participação.
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Com as ausências, o confronto ficou restrito aos candidatos Capitão Wagner (União Brasil) e Alcides Fernandes (PL). Os dois aproveitaram o debate para fazer duras críticas aos adversários e relacionar a ausência de Cid e Luizianne à disputa judicial que atingiu a chapa de Ciro Gomes (PSDB).
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Capitão Wagner afirmou que Cid Gomes e seu primeiro suplente, deputado Júnior Mano, deveriam explicar a escolha do suplente e fez acusações relacionadas a investigações envolvendo o parlamentar. Wagner também questionou a atuação política de Cid e afirmou que os adversários estariam tentando utilizar o Judiciário para interferir na disputa eleitoral.
As declarações ocorreram após uma liminar do ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia restringido atos de campanha de Wagner e do candidato a vice-governador Roberto Cláudio, ambos do União Brasil, além de suspender o tempo de propaganda da chapa de Ciro. A decisão atendeu a uma contestação relacionada à atuação da Federação União Progressista no Ceará.
No dia seguinte, porém, o ministro André Mendonça suspendeu a liminar e restabeleceu a participação da federação na propaganda eleitoral, além de liberar novamente os atos de campanha de Roberto Cláudio e Capitão Wagner.
Durante o debate, Alcides Fernandes também atacou Cid e Luizianne. O candidato acusou os dois de evitarem o confronto por receio de perder a disputa e fez críticas à atuação política de ambos.
Ao falar sobre Cid, Alcides também mencionou a decisão do senador de ter Júnior Mano como primeiro suplente e questionou a relação política entre os dois. O candidato do PL ainda afirmou que Cid teria rompido compromissos políticos anteriores ao disputar novamente o Senado.
As acusações feitas por Wagner e Alcides foram apresentadas durante o debate, sem a presença dos dois candidatos citados para responder aos questionamentos. As campanhas de Cid Gomes e Luizianne Lins justificaram a ausência por mudanças na agenda de campanha. A campanha de Luizianne informou que ela cumpriria compromissos no Cariri ao lado do governador Elmano de Freitas.
Capitão Wagner também direcionou críticas a Cid Gomes pela relação política com o irmão, Ciro Gomes (PSDB), candidato ao Governo do Ceará. Wagner afirmou que Cid teria "traído" o irmão ao não apoiá-lo na eleição estadual.
"Discurso e na palavra é uma das pessoas mais corretas do mundo, mas traiu o irmão tendo irmão candidato a governador. Cid não apoia o irmão, mesmo sabendo o quanto o Ciro é muito mais preparado para trazer a paz e a mudança que o Ceará precisa", declarou.
Wagner também questionou a candidatura de Cid ao Senado, afirmando que o ex-governador havia declarado anteriormente que não disputaria novamente o cargo.
"E Cid traiu a sua própria palavra quando diz que não seria candidato ao Senado, não importa que chovesse canivete, ele não era candidato ao Senado", afirmou.
Na sequência, o candidato fez uma acusação sobre o futuro político de Cid, afirmando que ele teria participado de uma articulação para assumir uma embaixada em Portugal caso seja eleito senador. Segundo Wagner, nessa hipótese, o primeiro suplente, Júnior Mano, assumiria a vaga no Senado.
A afirmação sobre a suposta articulação para uma embaixada foi feita por Wagner durante o debate e não foi apresentada, no momento, com comprovação pública.
Wagner também voltou a questionar a escolha de Júnior Mano como primeiro suplente de Cid e fez referências a investigações envolvendo o deputado. As declarações foram feitas no contexto do debate e representam acusações de Wagner, que não contou com a presença de Cid para responder aos questionamentos.