Cariri
A organização criminosa hoje tem força para confrontar o estado, em constantes ataques
01/05/2017 11:36
Com centenas de presos reclusos nas cadeias cearenses, mas subordinados aos ditames do comando do PCC, em São Paulo, a facção ganhou força diante das autoridades locais e foi a primeira a ser “beneficiada” com as transferências ordenadas pela Secretaria da Justiça e da Cidadania (Sejus) após as chacinas ocorridas em outros presídios do País. Temendo que aqui acontecesse o que ocorreu em Roraima e no Rio Grande do Norte (matanças nas cadeias), o governo do Ceará deu de “presente” para o PCC uma unidade no Complexo Penal de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
Fuga
E a unidade escolhida para abrigar exclusivamente detentos do PCC foi a Casa de Privação Provisória da Liberdade Professor Jucá Neto, a CPPL 3. E foi de lá que, no último fim de semana, fugiram 44 detentos, dos quais 13 já teriam sido recapturados, de acordo com as autoridades.
Na verdade, o que ocorreu no fim de semana foi uma tentativa fracassada de resgate seguida de muito tiroteio, ainda na noite do último sábado (29). Horas depois, já na madrugada de domingo (30), finalmente, ocorreu a fuga dos 44 membros do PCC através das grades que circundam a unidade.