Casal de pastores é preso após falsificar comprovantes de pagamentos via pix
O prejuízo para uma das vítimas chega a 80 mil reais

(Foto: divulgação/Polícia Civil)
21/03/2022 18:21
Um casal de pastores foi preso em flagrante, em Maracanaú, suspeito de comprar peças de roupas e falsificar os comprovantes de pagamentos, que eram realizados via Pix. Os alvos, que adquiriam as confecções de forma fraudulenta, realizavam a venda dos produtos na igreja onde eram membros. Durante a ação, parte das peças de vestuário foram apreendidas pelos investigadores.
As diligências iniciaram após o dono de uma loja de roupas, localizada no Centro, em Fortaleza, relatar que teria vendido cerca de mil reais em peças para um casal, via Pix, mas que esse casal não teria realizado a transação, mesmo após o envio das peças. Segundo apurações da polícia, eles eram clientes antigos do estabelecimento. Segundo informações policiais, os suspeitos compravam as mercadorias, falsificavam o comprovante do pagamento via pix, e enviavam para as vítimas, que acreditavam que o valor seria debitado.
Sob posse do endereço dos compradores e onde foi entregue a mercadoria, os policiais civis se deslocaram até uma casa situada no bairro Jardim Bandeirantes, em Maracanaú, onde foram recebidos por Vandeilson Rodrigues Matias, de 28 anos; e Ana Carolina Agostinho de Freitas, de 21. Ambos não possuíam antecedentes criminais. O casal, que se apresentava como pastores de uma igreja evangélica, não reagiu à ofensiva policial e confessou o crime.
Com eles foram apreendidos, dentro da casa, celulares, maquinetas de cartões e dezenas de peças de roupas que, segundo investigações, eram vendidas para membros da igreja. Na ocasião, eles diziam ser peças de doações e que o valor arrecadado seriam destinados para ações sociais.
Diante do flagrante, os suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF), onde foram autuados em flagrante por estelionato e falsificação de documentos. As investigações acerca do caso continuam, pois há indícios de que outros empresários foram vítimas, bem como o prejuízo para uma das vítimas, chega a 80 mil reais.