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De novo?
Autoridades contabilizam quatro ataques criminosos em Fortaleza e Zona Metropolitana
Setores de Inteligência foram acionados para identificar os autores dos crimes
Uma bomba explodiu danificando a base de uma torre de alta tensão, em Pacatuba
Por : Fernando Ribeiro
02/04/19 8:52

Quatro ataques criminosos com uso de explosivos. Este é o balanço feito nesta manhã de terça-feira (2), após uma sequencia de atentados ocorridos na noite de ontem na Grande Fortaleza. Dois deles na Capital e mais dois na Região Metropolitana, nos Municípios de Maracanaú e Pacatuba. Até agora, nenhum suspeito foi preso. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) ainda não se manifestou sobre os fatos.

O primeiro ataque ocorreu por volta de 19 horas, quando criminosos detonaram explosivos numa subestação de energia elétrica da concessionária Enel no bairro Antônio Bezerra. O barulho das explosões pode ser ouvido em bairros distantes dali. Houve relatos de que em alguns bairros da zona Oeste da cidade ficaram sem energia. A comunidade da Lagoa do Urubu, situada entre os bairros Álvaro Weyne e Jardim Iracema, ficou às escuras.

No local do atentado, foi localizado um artefato que não explodiu. O material foi recolhido pelo Esquadrão Anti-bombas do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque).

Logo depois, veio o segundo ataque criminoso. O alvo foi  uma torre de transmissão de energia elétrica (alta tensão) nas margens da rodovia estadual CE-060, na entrada do Conjunto Jereissati III, em Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza. No local das explosões, patrulhas do Batalhão Raio (BPRaio) e da 2ª Companhia do 14º BPM fizeram o isolamento até a chegada das equipes do Gate, que realizou uma varredura.

Em seguida, foram registrados mais dois ataques, um deles contra uma subestação de energia elétrica em Maracanaú e outro nas proximidades do Açude Gavião, no Conjunto Alvorada.

Fim da trégua?

A retomada dos ataques criminosos em Fortaleza e na Região Metropolitana acontece após dois meses de trégua. Em janeiro, mais de 300 atentados ocorreram em todo o estado. Grupos criminosos teriam iniciado a temporada de vandalismo após declarações do então recém-empossado secretário da Administração Penitenciária Estadual, Luís Mauro Albuquerque, de que  detentos pertencentes a  facções inimigas seriam colocados num mesmo presídio.

Os motivos da retomada dos ataques não foram ainda esclarecidos.

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