Quatro ataques criminosos com uso de explosivos. Este é o balanço feito nesta manhã de terça-feira (2), após uma sequencia de atentados ocorridos na noite de ontem na Grande
Fortaleza. Dois deles na Capital e mais dois na Região Metropolitana, nos Municípios de
Maracanaú e
Pacatuba. Até agora, nenhum suspeito foi preso. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (
SSPDS) ainda não se manifestou sobre os fatos.
O primeiro ataque ocorreu por volta de 19 horas, quando criminosos detonaram explosivos numa subestação de energia elétrica da concessionária Enel no bairro Antônio Bezerra. O barulho das explosões pode ser ouvido em bairros distantes dali. Houve relatos de que em alguns bairros da zona Oeste da cidade ficaram sem energia. A comunidade da Lagoa do Urubu, situada entre os bairros Álvaro Weyne e
Jardim Iracema, ficou às escuras.
No local do atentado, foi localizado um artefato que não explodiu. O material foi recolhido pelo Esquadrão Anti-bombas do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque).
Logo depois, veio o segundo ataque criminoso. O alvo foi uma torre de transmissão de energia elétrica (alta tensão) nas margens da rodovia estadual CE-060, na entrada do Conjunto Jereissati III, em
Pacatuba, na Região Metropolitana de
Fortaleza. No local das explosões, patrulhas do Batalhão Raio (BPRaio) e da 2ª Companhia do 14º BPM fizeram o isolamento até a chegada das equipes do Gate, que realizou uma varredura.
Em seguida, foram registrados mais dois ataques, um deles contra uma subestação de energia elétrica em
Maracanaú e outro nas proximidades do Açude Gavião, no Conjunto Alvorada.
Fim da trégua?
A retomada dos ataques criminosos em
Fortaleza e na Região Metropolitana acontece após dois meses de trégua. Em janeiro, mais de 300 atentados ocorreram em todo o estado. Grupos criminosos teriam iniciado a temporada de vandalismo após declarações do então recém-empossado secretário da Administração Penitenciária Estadual, Luís Mauro Albuquerque, de que detentos pertencentes a facções inimigas seriam colocados num mesmo presídio.
Os motivos da retomada dos ataques não foram ainda esclarecidos.