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Apreensões de armas de fogo no Ceará caem 27 por cento em oito meses
Entre janeiro e agosto deste ano foram apreendidas 1.337 armas a menos que em 2018
Mesmo com a queda no volume de armas apreendidas, o Ceará reduziu os CVLIs

O número de armas de armas de fogo apreendidas pelas autoridades da Segurança Pública no Ceará, nos primeiros oito meses deste ano, mostraram uma queda de 27 por cento em comparação a igual período do ano passado. Apesar do aumento das operações de combate a crimes como tráfico de drogas, assassinatos, roubos e ações delituosas de facções criminosas, o volume de armas retiradas das mãos de bandidos tem caído no estado.

De acordo com as estatísticas da própria Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), publicadas em seu site, entre janeiro e agosto deste ano, as polícias Civil e Militar apreenderam em todo o estado 3.576 armas de fogo. Já em igual período de 2018 esse número foi de 4.913 armas. A queda, portanto, é de 27.2 por cento.

Mesmo com o menor volume de armas apreendidas, as estatísticas do governo do Ceará revelam uma queda no número de Crimes Violentos, Letais e Intencionais (CVLIs), os homicídios, latrocínios (roubos seguidos de morte) e as lesões corporais seguidas de óbito.

De acordo com o que está postado no site da SSPDS, entre janeiro e agosto deste ano, ocorreram no Ceará 1.488 assassinatos. Em igual período de 2018, esse número chegou a 3.110, o que representa uma queda da ordem de 52.1 por cento.

Ações das facções

A guerra travada diariamente nas ruas da Grande Fortaleza entre as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Guardiões do Estado (GDE) tem aumentado o número de mortes violentas em cidades metropolitanas, como Caucaia, Chorozinho e Guaiúba.

Os assassinatos, porém, caíram em Fortaleza por alguns fatores tais como: a intensificação do policiamento da PM nas áreas consideradas mais violentas da cidade, a implantação de Células de Proteção Comunitária pelo Programa Municipal de Proteção Urbana (PMPU) em bairros até então violentos, a maior participação da Polícia Civil e da Guarda Municipal de Fortaleza em operações nas ruas, a prisão dos chefes (lideranças) das facções e  transferência para presídios federais em outros estados,  além da migração dos criminosos, deixando Fortaleza e indo se refugiar nas cidades da zona metropolitana como Caucaia, Paraipaba, Pacajus, Cascavel, Maranguape, Guaiúba, Itaitinga Maracanaú, Pacatuba e São Gonçalo do Amarante.

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