Aliados de Flávio Bolsonaro veem reação do Centrão com proposta de voto distrital misto
Mudança é discutida na Câmara e pode alterar a forma de escolha de deputados

(Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
13/10/2026 16:29
Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) avaliam que o Centrão poderá tentar mudar as regras eleitorais para as próximas disputas legislativas, após o desempenho do PL nas eleições de 2026. A avaliação foi publicada pelo portal Metrópoles, em reportagem da coluna de Igor Gadelha nesta terça-feira (13).
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Segundo a publicação, a expectativa entre aliados de Flávio é de que partidos do Centrão avancem com a proposta de adoção do voto distrital misto. O modelo prevê que metade das vagas da Câmara dos Deputados seja preenchida por candidatos eleitos em distritos eleitorais, enquanto a outra metade siga o sistema proporcional.
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A proposta é apontada como uma possível forma de reduzir o impacto de votações individuais muito elevadas, que ajudam a ampliar a representação dos partidos nas bancadas estaduais. Entre os exemplos citados estão os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP), que receberam mais de 3 milhões de votos cada um, segundo o Metrópoles.
Proposta tramita na Câmara
A discussão sobre o voto distrital misto já está em andamento na Câmara dos Deputados. De acordo com a reportagem, o PSD, partido presidido nacionalmente por Gilberto Kassab, discute acelerar a tramitação de uma proposta sobre o tema na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O relator da matéria é o deputado federal Domingos Neto (PSD-CE).
O sistema distrital misto combina duas formas de escolha dos parlamentares. Em uma delas, o eleitor vota em um candidato que representa determinado distrito eleitoral. Na outra, vota em um partido ou lista partidária, conforme as regras estabelecidas para a distribuição proporcional das vagas.
Debate sobre o sistema eleitoral
A mudança também é defendida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em evento realizado em 25 de agosto, ele criticou o atual modelo eleitoral, argumentando que o sistema pode favorecer candidatos mais concentrados na atuação nas redes sociais do que na atividade legislativa.
A eventual adoção do voto distrital misto depende da tramitação e da aprovação da proposta no Congresso Nacional. Se implementada, a mudança poderá alterar a dinâmica das campanhas e a distribuição de vagas na Câmara dos Deputados.