A procuradoria-geral da República recebeu, no final da tarde da quarta-feira (6), recebeu emails, áudios e registro de conversas de Whatsapp que comprometem pelo menos três ministros do Superior Tribunal De Justiça, o cearense Napoleão Maia, Mauro Campbell e João Otávio. As mensagem sugerem que, ao contrário do que afirmou em delação premiada, o grupo JBS tentou, de forma sistemática, comprar decisões em tribunais superiores em Brasília através de "pagamentos em espécie" e tráfico de influência.
O material traz conversar entre o diretor jurídico da JBS, Francisco de Assis e Silva, e a advogada Renata Gerusa Prado Araújo, que trabalhava na empresa e é filha da desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso. Nas conversas, Renata aparece negociando as decisões através da influência da sua mãe e dos três ministros: Mauro Campbell, João Otávio e Napoleão Maia. O cearense chegou a ser chamado por Francisco de "roleiro", "sujeito que faz rolo, pede dinheiro para fazer as coisas", segundo o advogado.
Francisco e Renata ainda conversam sobre arestas que deveriam ser aparadas com o ministro do Supremo Tribunal Federal (
STF) Gilmar Mendes, que se posiciona abertamente contra os "abusos" da Operação Lava Jato. As conversas comprometedoras foram entregues ao Ministério Público pelo empresário Pedro Bettim jacobi, ex-marido de Renata Araújo, que está num processo litigioso de separação e copiou as conversas do celular da ex-esposa.
Confira abaixo:

Com informações do Política na Rede