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Violência armada no Ceará em 2019 deixou 2,4 mil pessoas assassinadas
Em comparação ao ano de 2018, houve redução de aproximadamente 50 por cento nos CVLIs
A violência em Caucaia fugiu do controle das autoridades. Houve assassinatos até mesmo dentro do hospital daquele município da RMF
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O Ceará fechou o ano com cerca de 2,4 mil assassinatos. São os chamados Crimes Violentos, Letais e Intencionais (CVLIs), que incluem homicídios, feminicídios, latrocínios e casos de lesão corporal seguido de morte. Também neste balanço extra-oficial, são incluídos os casos de assassinatos nas unidades do Sistema Penitenciário e as mortes por intervenção policial. Estes dois últimos delitos não são incluídos na  estatística oficial que deverá ser divulgada nos próximos dias pelo governo do estado,  através da sua Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Somente em Fortaleza, cerca de 710 pessoas foram assassinadas no ano passado. Na Região Metropolitana foram 705 CVLIs. No Interior do estado, cerca de 970 pessoas foram mortas. Some-se a isto, 135 mortes por intervenção policial.  Em comparação a 2018 (que registrou 4.8 mil homicídios), a queda no número dos assassinatos no estado beira a casa de 50 por cento.

A “guerra” de facções mais uma vez foi a grande responsável pela maioria dos assassinatos na Capital e sua Região Metropolitana, com centenas de jovens mortos nas escaramuças de bandidos armados dos dois grupos criminosos, o Comando Vermelho (CV) e a Guardiões do Estado (GDE).  Além de ameaças de morte às autoridades, esses grupos repetiram as execuções sumárias em série registradas em 2018. Crimes brutais, com corpos esquartejados, decapitados e incendiados, voltaram em 2019.

Também no ano passado a violência contra a mulher continuou desafiando as autoridades. Foram 229 assassinatos, contra 400 em 2018. No somatório, mais de 600 mulheres assassinadas no estado em apenas dois anos. No Ceará a média se aproxima de uma mulher morta a cada 24 horas, uma por dia.

Terra da violência

Se na Capital cearense o número de homicídios caiu em 2019 em comparação a 2018, no Município de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), a “guerra” de facções deixou um rastro de sangue, morte e dor para dezenas de famílias. O Município terminou o ano com mais de 200 homicídios.

Nos bairros Conjunto Metropolitano (Picuí), Conjunto Araturi, Itambé I, Itambé II, Padre Júlio Maria, Nova Metrópole, Parque Potira, Parque Leblon e no Distrito de Jurema, entre outras comunidades caucaienses,  as mortes violentas se tornaram comuns nos confrontos entre  membros das duas principais facções que atuam no estado. Moradores foram expulsos de suas residências por ordem das facções e de traficantes de drogas.

Em Caucaia, muitos Jovens foram raptados, torturados e mortos pelas quadrilhas na disputa por território, pela rivalidade dos grupos e pela crueldade dos matadores a serviço dos chefes de facções, em 2019.  O ano terminou com dezenas de famílias enlutadas.

O Ceará fechou o ano com cerca de 2,4 mil assassinatos. São os chamados Crimes Violentos, Letais e Intencionais (CVLIs), que incluem homicídios, feminicídios, latrocínios e casos de lesão corporal seguido de morte. Também neste balanço extra-oficial, são incluídos os casos de assassinatos nas unidades do Sistema Penitenciário e as mortes por intervenção policial. Estes dois últimos delitos não são incluídos na  estatística oficial que deverá ser divulgada nos próximos dias pelo governo do estado,  através da sua Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Somente em Fortaleza, cerca de 710 pessoas foram assassinadas no ano passado. Na Região Metropolitana foram 705 CVLIs. No Interior do estado, cerca de 970 pessoas foram mortas. Some-se a isto, 135 mortes por intervenção policial.  Em comparação a 2018, a queda no número de homicídios no estado beira a casa de 50 por cento.

A “guerra” de facções mais uma vez foi a grande responsável pela maioria dos assassinatos na Capital e sua Região Metropolitana, com centenas de jovens mortos nas escaramuças de bandidos armados dos dois grupos criminosos, o Comando Vermelho (CV) e a Guardiões do Estado (GDE).  Além de ameaças de morta às autoridades, esses grupos repetiram as mortes em série registradas em 2018. Crimes brutais, com corpos esquartejados, decapitados e incendiados voltaram a se repetir em 2019.

Também no ano passado a violência contra a mulher continuou desafiando as autoridades. Foram 229 assassinatos, contra 400 em 2018. No somatório, mais de 600 mulheres assassinadas no estado em apenas dois anos. No Ceará a média se aproxima de uma mulher morta a cada 24 horas, uma por dia.

Terra da violência

Se na Capital cearense o número de homicídios caiu em 2019 em comparação a 2018, no Município de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), a “guerra” de facções deixou um rastro de sangue, morte e dor para dezenas de famílias. O Município terminou o ano com mais de 200 homicídios.

Nos bairros Conjunto Metropolitano (Picuí), Conjunto Araturi, Itambé I, Itambé II, Padre Júlio Maria, Nova Metrópole, Parque Potira, Parque Leblon e no Distrito de Jurema, entre outras comunidades caucaienses,  as mortes violentas se tornaram comuns nos confrontos entre  membros das duas principais facções que atuam no estado. Moradores foram expulsos de suas residências por ordem das facções e de traficantes de drogas.

Em Caucaia, muitos Jovens foram raptados, torturados e mortos pelas quadrilhas na disputa por território, pela rivalidade dos grupos e pela crueldade dos matadores a serviço dos chefes de facções, em 2019.  O ano terminou com dezenas de famílias enlutadas.

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