sete dias sem medo da notícia
Vereadora eleita do PT é denunciada como mandante da chacina
Matança teria sido ordenada pela vereadora junto com o chefe de uma facção criminosa
Edivanda Azevedo (PT) está presa preventivamente e deverá ter o mandato casso
Por : Fernando Ribeiro
23/01/21 11:15

Sete pessoas, entre elas, uma vereadora recém-eleita, foram denunciadas pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MP-CE)  como responsáveis pela chacina de Ibaretama,  crime ocorrido em novembro do ano passado e que deixou sete mortos naquele Município do Sertão Central do Ceará (a 162Km de Fortaleza). A maioria já está atrás das grades, cumprindo prisão preventiva. A Polícia encerrou a investigação e afirma que a matança deve-se a um “ajuste de contas” entre membros de duas facções criminosas.

Os sete denunciados são: Edivanda de Azevedo (vereadora recém-eleita pelo PT no Município), Edvan Lopes dos Santos Azevedo  (irmão da vereadora), Josenias Paiva Lima de Andrade, João Paulo de Oliveira Campelo, Francisco Victor Azevedo Lima (filho da vereadora), Kelvin Azevedo Lima (filho da vereadora) e Wanderson Delfino de Queiroz, o “Interior”. Dos sete denunciados,  apenas o último continua foragido. Os demais estão presos.

De acordo com a denúncia elaborada pela Promotoria de Justiça o “acerto de contas” teria sido ordenado pela vereadora em parceria com “Interior”, apontado como o chefe da facção Comando vermelho (CV) naquela região. Os dois teriam ordenado a matança dos rivais da facção Guardiões do Estado (GDE).

Mortos

O crime ocorreu na madrugada do dia 26 de novembro, quando bandidos encapuzados atacaram uma residência na Localidade de Ouro Preto, Distrito de Pedra e Cal, na zona rural de  Ibaretama, e mataram, a tiros, as seguintes pessoas: Luana Melo da Costa, Osvaldo da Silva Lima, Wellington Lima Silva, Eduardo de Lima Silva, Francisco Gabriel Pereira da Silva, Edinardo de Lima Silva e William da Silva Rodrigues. Entre os mortos está um garoto de 6 anos de idade e uma jovem mãe de 19 anos.

Na denúncia, o MP informa que “A família (da vereadora) teria ordenado a chacina como represália pelo roubo a uma residência, em que as vítimas da matança –  supostos integrantes de uma facção cearense – teriam participado. Além disso, era de interesse da vereadora acabar com os assaltos recorrentes na região, que era o reduto eleitoral dela”.

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