Tesoureira do CV e comadre de Beira-Mar é presa após mais de 20 anos na mira da polícia
Ela foi condenada a 300 anos de prisão por associação criminosa e tráfico de drogas

(Foto: Reprodução/Vídeo)
10/09/2026 8:58
Procurada desde 2001, a comadre de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, Shirley de Figueiredo Ângelo foi presa na última terça-feira (8) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro durante uma abordagem na Via Dutra. Segundo as investigações, ela integra o Comando Vermelho (CV) ocupando a função de tesoureira do grupo e atuando na intermediação de negociações envolvendo entorpecentes.
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De acordo com a polícia, as apurações sobre a suspeita se arrastam desde 2001. Ao longo desse período, as autoridades reuniram elementos que resultaram em uma condenação de 300 anos de prisão contra ela, por crimes associados ao tráfico de drogas e à associação criminosa. Diante do histórico e da gravidade das acusações, a Justiça Federal decretou a prisão preventiva da suspeita. As investigações também apontam a participação do marido de Shirley na estrutura criminosa. Segundo a polícia, ele estaria envolvido na compra de drogas e armas em países vizinhos, além de atuar na comercialização desses produtos dentro do território brasileiro.
Conforme relatou o delegado responsável pelo caso, a localização da suspeita foi resultado de um monitoramento constante de seus deslocamentos por equipes policiais. Ela teria deixado uma comunidade na Baixada Fluminense e seguido pela Via Dutra, rodovia onde acabou sendo abordada e detida pelos agentes.
A ação não resultou apenas na prisão de Shirley. Outros integrantes da suposta organização também foram detidos durante a operação, incluindo um homem apontado pela polícia como responsável pela compra e distribuição de grandes carregamentos de droga. Segundo as investigações, esse suspeito manteria ligações com integrantes do Comando Vermelho.
Ainda de acordo com a apuração policial, o grupo mantinha conexões com diferentes comunidades do Rio de Janeiro, formando uma rede que envolvia não apenas a comercialização local de drogas, mas também o transporte do material para outros estados — o que sugere uma logística mais ampla de distribuição.
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Após a prisão, Shirley de Figueiredo Ângelo foi encaminhada à delegacia e permanece à disposição da Justiça. As investigações continuam, com o objetivo de identificar outros possíveis integrantes da organização e mapear com mais precisão a estrutura financeira e logística utilizada pelo grupo no esquema de tráfico de drogas.