Técnicos de enfermagem anunciam paralisação no HGF após mudança de contrato
Os profissionais afirmam que pretendem manter a mobilização até que haja uma solução
(Foto: Reprodução)
13/05/2026 10:05
Uma paralisação de técnicos de enfermagem que atuam na rede pública estadual do Ceará está marcada para esta quarta-feira (13), ao meio-dia, em frente ao Hospital Geral de Fortaleza. O movimento ocorre em meio à insatisfação da categoria com a mudança de cooperativa responsável pelos contratos dos profissionais da saúde ligados à Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa).
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Segundo representantes dos trabalhadores, a mobilização foi motivada após uma decisão liminar provisória da Justiça relacionada ao processo licitatório que envolve a prestação de serviços de técnicos de enfermagem na rede estadual. Atualmente, os profissionais são vinculados à cooperativa Coaph, mas a Sesa deverá transferir o contrato para a Coopernordeste, que apresentou proposta com valores inferiores aos atualmente praticados.
De acordo com integrantes do movimento, a redução nos valores pagos aos profissionais provocou forte reação da categoria, que denuncia precarização das condições de trabalho e perda significativa de renda.
“Com os valores que estão sendo apresentados, o técnico de enfermagem praticamente vai pagar para trabalhar. É uma desvalorização absurda de profissionais que sustentam diariamente o funcionamento da saúde pública”, afirmou um representante do grupo mobilizado.
Os técnicos alegam que a mudança ameaça não apenas a remuneração da categoria, mas também a qualidade da assistência prestada à população nos hospitais estaduais. A avaliação dos profissionais é de que os novos valores inviabilizam financeiramente a permanência de muitos trabalhadores na atividade.
Apesar da paralisação, os organizadores afirmam que o objetivo do ato não é interromper o atendimento à população, mas chamar atenção para o que classificam como “desmonte das condições mínimas de trabalho” na saúde pública estadual.
Entre as principais reivindicações apresentadas pelo movimento estão a manutenção da atual cooperativa até decisão definitiva da Justiça, garantia de remuneração considerada digna para os técnicos de enfermagem, abertura de diálogo imediato com representantes da categoria e preservação das atuais condições de trabalho na rede estadual.
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Os profissionais afirmam que pretendem manter a mobilização até que haja uma solução negociada entre trabalhadores, cooperativas e o governo estadual.