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Movimento
Sindicato dos Policiais Penais realiza mobilização nesta terça-feira em Fortaleza
Servidores ainda denunciam acúmulo de atividades e condições insalubres de trabalho
Imagem: Marcos Studart (Governo do Estado).
Por : Redação CN7
16/11/21 8:14

A diretoria do Sindicato dos Policiais Penais e Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (Sindppen) realiza mobilização na manhã desta terça-feira (16), às 9h, em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.

O objetivo da movimentação é pressionar o Governo do Estado para que seja retirada a mensagem 8768/2021 que dispõe sobre o Regime Disciplinar dos Policiais Penais e demais servidores públicos do quadro permanente da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).

A diretoria do sindicato afirma que não foi consultada sobre esse Projeto de Lei Complementar, não participou do projeto, tampouco, a categoria foi consultada sobre o assunto. O deputado estadual, Tony Brito, esteva no Plenário e pediu vistas.

“O que deveria ser encaminhada para a Assembleia Legislativa, para ser aprovada, era a nossa Regulamentação e não somente o Regime Disciplinar, pois ele consta dentro do nosso projeto. Isso é um absurdo e mostra total falta de respeito da gestão com os policiais penais do Ceará. Não podemos admitir uma atitude desrespeitosa como esta”, ressalta o vice-presidente do Sindppen-Ce, Daniel Mendes.

A situação dos policiais penais do Ceará

Um lei estadual publicada em fevereiro deste ano alterou a denominação dos agentes penitenciários, que agora são classificados como policiais penais. Com a mudança, os servidores passaram a fazer parte dos quatros da Segurança Pública do Estado.

Entretando, a mudança também resultou em problemas para os servidores, que passaram a acumular funções e cumprir uma extensa carga horária, o que tem crescido o número de trabalhadores com problemas psicológicos e consequentemente mais pedidos de licenças.

Reportagem do blog especializado Escrivaninha, revela que um agente começou a apresentar um quadro de desconhecimento dos próprios colegas e mania de perseguição. O servidor foi diagnosticado com esquizofrenia, mas ainda assim tinha passado pelo Curso de Aperfeiçoamento em Armamento e Tiro (C.A.A.T).

Os sintomas foram intensificados até que o policial entrou em crise na penitenciária e ameaçou as pessoas presentes com uma metralhadora. O clima de tensão durou até que o agente adormeceu, permitindo que ele fosse desarmado com segurança.

Policiais penais denunciam que as mudanças na gestão penitenciária geraram acúmulo de atividades e condições insalubres de trabalho. Adoecimentos e casos de suicídio na categoria seriam os resultados dessa sobrecarga. No último sábado, dia 6, um policial matou um colega e se matou em seguida. Neste sábado, um profissional de apenas 24 anos cometeu suicídio com um tiro na cabeça, revela o blog.

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