O governador Camilo Santana não engoliu a atitude adotada por Cid Gomes no segundo turno. Considerou inoportunas as críticas ao PT, a Lula e a Haddad, num episódio que a imprensa nacional qualificou de “cidocídio” - um suicídio político. Cid virou deboche em toda mídia do País, com a péssima repercussão de suas ofensas.
Camilo nem havia absorvido esse golpe, quando teve que se calar com a viagem inesperada de Cid para
Sobral, objetivando não prestigiar os compromissos de Haddad em
Fortaleza e no Cariri. O pior ainda estava por vir. Teve a terceira crise: Cid desqualificou os méritos do candidato Haddad, dizendo que só votava nele porque não há outro.
Com tantos problemas juntos, Cid e Camilo terão que conversar muito para se entenderem se quiserem construir algum projeto eleitoral daqui em diante.