Shopping é invadido e loja de celulares acumula prejuízo superior a R$ 12 mil
Crime foi o terceiro contra comercios do mesmo seguimento em uma semana
(Foto: Reprodução)
15/05/2026 10:37
Uma sequência de crimes contra estabelecimentos comerciais no bairro Messejana, em Fortaleza, vem aumentando a sensação de insegurança entre comerciantes e moradores da região. Roubos e arrombamentos registrados nos últimos dias expõem a vulnerabilidade até mesmo de centros comerciais cercados por muros e monitorados por segurança privada. Em menos de 24 horas, duas lojas de celulares foram alvo de criminosos armados em ações marcadas pela rapidez, violência e ousadia.
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O caso mais recente aconteceu em um shopping localizado na Avenida Frei Cirilo, onde equipes da Polícia Militar foram acionadas após um homem armado invadir uma das lojas e anunciar o assalto. Segundo informações da polícia, o suspeito rendeu funcionários e roubou cinco aparelhos celulares expostos na vitrine do estabelecimento.
Após recolher os aparelhos, avaliados em aproximadamente R$ 12,6 mil, o criminoso fugiu pelos corredores do shopping, provocando medo e correria entre clientes e lojistas. O suspeito chegou a ser perseguido por seguranças do empreendimento, mas conseguiu escapar em um veículo que o aguardava em uma rua nos fundos do shopping, indicando a participação de comparsas na ação.
O episódio ocorreu menos de 24 horas após outro roubo semelhante registrado também em Messejana. Na quarta-feira (13), uma loja de celulares localizada na Rua Doutor Pergentino Maia, no Centro do bairro, foi alvo de um assalto à mão armada no início da tarde.
De acordo com informações apuradas no local, o criminoso chegou utilizando uma motocicleta com placa clonada. Armado, ele entrou no estabelecimento e rendeu funcionários e clientes, exigindo a entrega dos aparelhos expostos. Pelo menos 19 celulares foram levados durante a ação.
O crime aconteceu em meio à intensa movimentação do comércio local, causando correria e apreensão entre comerciantes e moradores que presenciaram a cena. Após recolher os aparelhos, o suspeito fugiu rapidamente antes da chegada das equipes policiais.
A Polícia Militar realizou buscas na região logo após o assalto, mas o autor ainda não foi localizado. A Polícia Civil também participa das investigações e trabalha para identificar o suspeito. Imagens das câmeras de segurança da própria loja devem auxiliar no trabalho investigativo, já que o criminoso agiu de rosto descoberto e teve a imagem registrada pelos equipamentos de monitoramento.
Os investigadores analisam agora as gravações e outras informações que possam ajudar a esclarecer se há ligação entre os dois casos e identificar a possível atuação de uma quadrilha especializada em roubos a lojas de eletrônicos.
Na mesma rua onde ocorreu o segundo assalto, uma assistência técnica de aparelhos celulares também foi alvo de arrombamento durante a madrugada da quarta-feira. A sequência de ataques vem causando prejuízos aos comerciantes e afetando diretamente a economia local.
Segundo lojistas da região, os criminosos costumam agir principalmente durante a madrugada, quando as lojas estão fechadas e as ruas ficam mais desertas. Os comerciantes afirmam que os suspeitos tentam arrombar portas e sistemas de fechaduras para invadir os estabelecimentos. Mesmo quando não conseguem concluir a invasão, os danos estruturais acabam gerando despesas para os proprietários.
De acordo com relatos de empresários, pelo menos cinco estabelecimentos comerciais teriam sido alvo de ações criminosas semelhantes nos últimos três meses. Parte das investidas foi registrada por câmeras de segurança instaladas nas próprias lojas e em imóveis vizinhos. As imagens mostram a movimentação dos suspeitos durante a madrugada e devem reforçar as investigações policiais.
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Comerciantes afirmam que a sensação é de abandono e cobram maior presença policial e reforço no patrulhamento noturno em Messejana. Muitos estabelecimentos passaram a investir em grades reforçadas, câmeras de monitoramento e sistemas de alarme, mas, segundo os lojistas, as medidas ainda não têm sido suficientes para impedir a ação dos criminosos.
Os casos seguem sendo investigados pela Polícia Civil. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.