Sesa investiga quatro casos suspeitos de Mpox no Ceará
Doze casos suspeitos foram notificados, mas oito já foram descartados.
(Foto: divulgação)
27/02/2026 16:41
A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) informou, nesta sexta-feira (27), que o Estado investiga quatro casos suspeitos de Mpox. Até o momento, não há confirmações da doença em 2026. O último registro oficial ocorreu em 2025, quando foram contabilizadas 13 ocorrências.
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De acordo com o secretário executivo de Vigilância em Saúde, Antonio Silva Lima Neto, conhecido, o Ceará notificou 12 casos suspeitos neste ano. Oito já foram descartados e quatro seguem em análise laboratorial.
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Segundo a Sesa, o cenário epidemiológico atual não é considerado de alerta. O Estado mantém monitoramento preventivo, principalmente para possíveis casos graves. Neste momento, a maior demanda na rede pública de saúde está relacionada ao aumento das síndromes gripais, especialmente em Fortaleza.
Diferença em relação ao cenário nacional
Enquanto o Ceará não registra casos confirmados em 2026, o Brasil soma 88 infecções neste ano, com maior concentração em São Paulo, que acumula 63 registros desde janeiro.
Dados do Ministério da Saúde mostram que, desde 2022 — quando o vírus foi identificado no país —, o Ceará registrou 546 casos de Mpox. Desse total, 496 ocorreram no primeiro ano de circulação da doença, representando cerca de 90% das confirmações no Estado.
Nos anos seguintes, os casos foram esporádicos e não ultrapassaram duas dezenas por ano. Segundo Antonio Lima Neto, a redução está associada à limitada capacidade de transmissão do vírus, que tende a provocar surtos pontuais.
Ele lembra que a Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou a avaliar, em 2022, a possibilidade de a mpox se tornar uma nova pandemia, cenário que não se concretizou devido às características do próprio vírus.
Transmissão, sintomas e prevenção
De acordo com o Ministério da Saúde, a mpox é uma doença zoonótica transmitida pelo contato com pessoas, objetos ou animais infectados. Atualmente, porém, a principal forma de transmissão tem sido por via sexual, semelhante às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Os sintomas incluem o surgimento de lesões e bolhas doloridas na pele, que podem aparecer entre três e 21 dias após o contato com o vírus. O quadro costuma durar de duas a quatro semanas e pode vir acompanhado de febre, fraqueza, inchaço dos linfonodos, dor de cabeça e dores no corpo.
As autoridades de saúde orientam evitar contato direto com lesões e fluidos corporais de pessoas infectadas, além de reforçar o uso de preservativo nas relações sexuais como forma de prevenção.