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Secretário diz que Pacajus não honra pagamentos do consócio de Saúde com Horizonte
Everardo Domingos concedeu entrevista, ao vivo, nesta quarta-feira ao programa "Ceará News"
Por : Redação CN7
12/04/17 10:04

“Desde março de 2013, quando foi inaugurada a UPA de Horizonte, o Município de Pacajus nunca honrou seu compromisso de repasse de verbas para o atendimento aos seus pacientes”. A reposta é do secretário de Saúde de Horizonte, Everado Cavalcante Domingos, em entrevista na manhã desta quarta-feira (12) ao programa “Ceará News” da Rede Plus de Rádio FM.

O secretário contestou a denúncia feita no dia anterior pelo vereador do Município de Pacajus, Rodrigo do Auri, de que a UPA de Horizonte estaria se recusando a atender os pacientes daquele Município vizinho.  O vereador chegou a encaminhar uma representação ao Ministério Público Estadual para adoção de providências.

“Lamentamos o caminho que o vereador escolheu. O certo seria ele cobrar esse atendimento ao seu próprio Município”, disparou o secretário, ao mesmo tempo em que apresentou números dos atendimentos da UPA de sua cidade. Segundo ele, nos primeiros três meses de 2017, a unidade prestou atendimento de emergência a 1.049 pacientes de Pacajus. “Temos nomes, endereços de todos esses pacientes e podemos provar que todos foram recebidos e atendidos”.

Verbas

Ainda segundo Domingos, além dos pacientes do próprio Município e os de Pacajus, também receberam serviços médicos na mesma unidade, 682 pacientes de Aquiraz, 154 de Morada Nova, 117 de Itaitinga, 145 de Chorozinho e 141 de Ocara.

“Nossa UPA é do tipo dois e deveria receber até 250 pacientes/dia, mas estamos atendendo a cerca de 500. Não há sequer espaço físico para isso. A UPA não é unidade de internação. O paciente deveria ficar ali, no máximo, 24 horas sob observação, alguns ficam até 15 dias sem poder serem transferidos para Fortaleza, por falta de vagas de leitos de UTI”.

Conforme o secretário, o custo mensal da UPA de Horizonte chega a R$ 600 mil. Ele explica que R$ 300 mil são repassados pelo governo federal. Outros R$ 150 mil são bancados pelo Estado, com recorrentes atrasos de até dois meses e, recentemente, esse valor foi diminuído para R$ 130 mil. Os R$ 150 mil restantes deveriam ser rateados entre os Municípios de Pacajus e Horizonte (R$ 75 mil cada). “Desde março de 2013, Pacajus não honra esse compromisso e Horizonte sozinho arca com uma despesa que já chega a 3,5 milhões em verbas públicas”, esclareceu.

Ouça a íntegra da entrevista com o secretário

 

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