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Ricardo Augusto Lopes aparece em lista de propina da Odebrecht com nome “Biscoito”

A Revista Crusoé teve acesso a dois sistemas utilizados pelos maiores doleiros do país, que revelam a existência de uma espécie de “banco paralelo” pelo qual esses operadores fariam pagamentos de propina a políticos, além de lavagem de capitais para corruptos, empresários e até para o “Jogo do Bicho”.

Os dados estariam em poder da Força Tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro. De acordo com a reportagem de Fabio Serapião, as transações ilegais registradas pelos dois sistemas chegaram à casa de R$ 5,5 bilhões.

Dentre as milhares de operações registradas, segundo a Crusoé, constam repasses a um sobrinho de Eunício de Oliveira, por meio da senha “Biscoito”.

A revista conta que “entre as centenas de Operações feitas por Alvaro Novis, o doleiro da Odebrecht, há ao menos duas que batem com dados de uma investigação, agora em curso na primeira instância da Justiça Federal de Brasília, que mira o ex-presidente do Senado Eunício Oliveira”.

Na delação da Odebrecht, diz a revista, Eunício aparece como beneficiário de 2,1 milhões que teriam sido pagos para ele defender os interesses da companhia na tramitação de uma medida provisória em 2013. Os repasses, segundo os delatores, teriam sido realizados em dois momentos por Novis com intermediação de Ricardo Augusto Lopes, sobrinho do ex-senador e responsável por administrar os negócios da família.

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