Renan Santos anuncia recurso ao TSE contra suspensão de redes e proibição de debates
A medida foi determinada nesta segunda (31) pelo ministro Dias Toffoli, do TSE

(Foto: reprodução/vídeo)
31/08/2026 17:32
O candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão), anunciou que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a decisão que suspendeu sua propaganda eleitoral na internet e o proibiu de participar de debates. A medida foi determinada nesta segunda-feira (31) pelo ministro Dias Toffoli, do TSE. Além da suspensão das redes, Toffoli determinou o bloqueio dos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e vetou a participação do candidato em debates realizados em televisão, rádio e podcasts. A decisão vale até o julgamento final do caso pelo TSE.
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Segundo o ministro, o partido Missão deixou de informar à Justiça Eleitoral 16 perfis de propaganda usados na campanha. Os endereços teriam sido comunicados 12 dias após o fim do prazo de registro de candidatura.
Na decisão, Toffoli afirmou ter consultado o primeiro perfil da lista, com 2,4 milhões de seguidores, e constatado a veiculação de propaganda eleitoral. "Constata-se que ao menos um perfil está em utilização irregular para difusão de conteúdo a milhões de seguidores e com favorecimento pelos algoritmos de recomendação", escreveu.
A Lei das Eleições obriga partidos e candidatos a informarem todos os endereços eletrônicos usados na campanha, incluindo redes sociais e blogs.
Em vídeo publicado nesta segunda-feira (31), Renan Santos afirmou que a decisão o impede de produzir conteúdo, postar nas redes e participar de sabatinas e debates. O vídeo foi gravado no que ele descreveu como o almoxarifado onde eram vendidos livros que financiaram a pré-campanha e a campanha.
O candidato declarou que não utiliza fundo eleitoral, mas que o repasse também foi suspenso. Classificou a decisão como ilegal e persecutória e disse que vai ao TSE para tentar derrubá-la.
Renan Santos também relacionou a medida a quatro manifestações que convocou em São Paulo contra Toffoli, citando o envolvimento do ministro no caso do Banco Master. Afirmou estar "pagando o preço" e que a suspensão por abuso de poder econômico, em razão de um problema técnico no registro, também teria ocorrido com centenas de outros candidatos.
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No vídeo, o candidato disse que suas redes serão apagadas e pediu que apoiadores baixem e divulguem o material.
Assista ao vídeo:
Com informações da Agência Brasil.