Reeleito, Lula acusa Flávio Bolsonaro de ser “representante do milicianismo”

Fala ocorreu durante discurso neste domingo (25), após vitória nas urnas

Reeleito, Lula acusa Flávio Bolsonaro de ser “representante do milicianismo”

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26/10/2026 9:51

O presidente Lula (PT) fez neste domingo (25) seu primeiro discurso após a reeleição. No pronunciamento, acusou o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), de ser um “representante do milicianismo”.

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Lula afirmou que o resultado da eleição foi uma derrota do negacionismo e da mentira. Disse que ficou constrangido nos debates do segundo turno.

"Já participei de muitas eleições, já me reúno todo ano com o G20, com os Brics, com o G7, me reúno todo ano com os principais presidentes do mundo, discutimos os principais assuntos do mundo, mas eu nunca pensei em me deparar com um representante genuíno do milicianismo nesse país. Nunca imaginei que uma pessoa pudesse mentir tanto, com tanta disfarçatez, como se não tivesse dentro dele uma célula de humanismo", declarou.

No discurso, Lula também citou o ato realizado na Avenida Paulista no sábado (24). Afirmou que não via aquele nível de entusiasmo desde a campanha das Diretas e mencionou o momento em que o público cantou o Hino da Independência.

"Me deu vontade de pedir na frente do mastro para cantar o Hino da Independência. Sobretudo quando falava: 'Ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil'. Numa demonstração de que esse país não aceita ser quintal de ninguém", disse.

Governo para todos

No discurso, Lula afirmou que vai governar para todos e com base no respeito à Constituição: "Eu não vou falar a palavra 'unidade nacional', porque essa palavra nem sempre cabe neste país. Mas eu quero que vocês saibam: se depender de mim, este país só tem que ser civilizado. Este país tem uma Constituição. Ninguém é obrigado a gostar do presidente eleito, mas ele foi eleito para governar para todos, e ele foi eleito para governar com base no respeito à Constituição."

Agradecimento a juventude

Lula também agradeceu ao povo brasileiro e à juventude e citou o ato realizado na Avenida Paulista no sábado (24): "Eu queria agradecer ao povo brasileiro pela generosidade que eles têm comigo há muito tempo. E nesse segundo turno, agradecer a generosidade da juventude brasileira que foi para a rua para defender a democracia. Quero agradecer às pessoas idosas — eu vi muitas cenas hoje de pessoas sendo carregadas pelos seus netos para ir votar, pessoas impossibilitadas de se locomover, pessoas com cancro e com outro tipo de doença —, e as pessoas foram votar porque nós conseguimos convencê-las de que o voto era muito importante para assegurar a democracia no país. Nós tivemos o menor número de abstenções da história deste país. E nós tivemos o menor número de votos nulos neste país."

"Eu estou a dizer isso porque vocês sabem que o que eu vi neste segundo turno nessas eleições, o que eu vi em todos os estados brasileiros, mas sobretudo o que eu vi na Avenida Paulista ontem, é algo que eu não acredito que o Alckmin, que foi governador, que participou da campanha das Diretas, a gente nunca conseguiu ver. Não só pela quantidade de gente, mas pelo entusiasmo. E eu fiquei muito emocionado porque me deu vontade de pedir, na frente do MASP, para cantar o Hino da Independência. E eu fiquei boquiaberto de ver o entusiasmo das pessoas a cantar o Hino da Independência, numa demonstração de que este país não aceita ser quintal de ninguém. Me deu vontade de pedir na frente do mastro para cantar o Hino da Independência. Sobretudo quando falava: 'Ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil'. Numa demonstração de que esse país não aceita ser quintal de ninguém."

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