Operação Omertá
Francisco Aldemir Alves Amorim era homem forte de Agenor Neto
Gotardo Martins
30/11/2018 10:03
Entenda o caso
Em 2010, na gestão do então prefeito de Iguatu Agenor Neto, Francisco Aldemir comandou uma ação de tortura contra cinco pessoas, entre elas um jornalista, que divulgavam panfleto com denúncia feita pelo Ministério Público Federal contra Agenor e seu pai José Ilo -- então deputado estadual. O dois eram acusados de fraudar 700 carteiras no seguro-desemprego.
As vítimas foram sequestradas e espancadas com capacetes, chutes e socos, depois foram levadas para um terreno baldio, a dez quilômetros do centro de Iguatu, onde a tortura continuou. O horror ainda continuou com os agressores queimando o corpo dos homens e urinando nos rostos deles -- para aumentar o sadismo, tudo foi fotografado e filmado.
Em tempo
De acordo com o inquérito policial (065.2010), remetido à Justiça, Francisco Aldemir Alves Amorim e os outros acusados foram indiciados nos artigos 129, 148 e 163, referentes à lesão corporal, sequestro/cárcere privado e dano triplamente qualificado do Código Penal Brasileiro (CPB).