Policial Penal acusado de assédio contra advogadas alega transtornos mentais durante depoimento
Processo segue em sigilo para preservar identidade das vítimas
09/11/2022 9:27
O Policial Penal acusado de assédio sexual contra advogadas prestadores de serviço do Sistema Penitenciário do Ceará, confessou, durante depoimento, os crimes cometidos contras as profissionais. E em sua defesa alegou transtorno psiquiátrico por meio de um atestado médico.
O agente foi afastado pela Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD). O órgão ainda informou que um processo administrativo foi instaurado. Os detalhes do inquérito não foram repassados com o objetivo de preservar a identidade das vítimas.
De acordo com a denúncia, o servidor teria acessado uma lista de contatos das prestadores de serviço que trabalhavam em presídios da Região Metropolitana de Fortaleza. O homem utilizava as redes sociais e aplicativos de conversa para constranger as vítimas e enviar mensagens inoportunas. Umas das mulheres, revelou que o homem chegou a oferecer R$ 2 mil para ter uma relação sexual com ela.
Após a primeira denúncia, outras cinco advogadas relataram situações semelhates em depoimentos prestados à polícia.
Na última quinta-feira (3), o advogado do acusado informou que o homem entregou o celular à perícia sem confirmar ou negar as acusações.
Ainda de acordo com as denúncias, o homem ligava para as vítimas com um número oculto e enviava mensagens para as vítimas por meio de um perfil falso nas redes sociais. Em um dos casos, a advogada relatou que passava pelos assédios há cerca de um ano.
Segundo umas das advogadas, o policial chegou a ligar mais de 30 vezes pedindo encontros e afirmando que estaria se masturbando enquanto conversava e demais imoralidades.