Polícia investiga suposta proibição da venda de água mineral em bairros de Fortaleza

O caso lembra a situação enfrentada pelos moradores de Banabuiú

Polícia investiga suposta proibição da venda de água mineral em bairros de Fortaleza

(Foto: reprodução/WhatsApp)

03/11/2026 17:01

A atuação de uma facção criminosa na proibição da venda de água mineral em Banabuiú, no Sertão Central do Ceará, pode estar se estendendo a Fortaleza. Informações recebidas pelos setores de inteligência da Polícia Militar (PMCE) apontam que comerciantes dos bairros Bela Vista, Panamericano e da comunidade Rosalina, no Passaré, estariam sendo alvo de restrições à comercialização do produto.

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O caso lembra a situação enfrentada pelos moradores de Banabuiú, onde comerciantes suspenderam a venda de água mineral após receberem ameaças atribuídas a integrantes de uma facção criminosa. O episódio ganhou repercussão nacional e deixou milhares de famílias com dificuldades para conseguir água potável.

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No município do Sertão Central, as ameaças começaram a circular no dia 19 de outubro, por meio de mensagens intituladas "Edital Banabuiú", atribuídas ao Comando Vermelho. Os criminosos impunham regras para a comercialização e distribuição de água e exigiam autorização da facção para que os comerciantes continuassem trabalhando. Também havia cobrança de aproximadamente R$ 750 por semana aos estabelecimentos.

A intimidação provocou filas em pontos de distribuição e chegou a afetar o funcionamento de uma escola municipal, que suspendeu as atividades por falta de água.

Confira foto:

Polícia investiga suposta proibição da venda de água mineral em bairros de Fortaleza
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Três suspeitos foram presos

No dia 22 de outubro, três homens foram presos durante uma operação da Polícia Civil que investiga ameaças, extorsões e o domínio social exercido pela organização criminosa em Banabuiú.

Entre os presos estão suspeitos apontados como responsáveis por liderar a facção no município, realizar cobranças de dívidas e arrecadar dinheiro em benefício do grupo. Durante a operação, foram apreendidos celulares, um revólver calibre 38, munições, um notebook e dinheiro.

Para tentar normalizar o abastecimento, a Cagece passou a oferecer suporte logístico à distribuição de água mineral, permitindo que os comerciantes retomassem a atividade com segurança.

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As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil do Ceará (PCCE), em conjunto com a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ). Já as informações sobre possíveis restrições à venda de água em bairros de Fortaleza deverão ser apuradas pelos órgãos de segurança.

O que diz a SSPDS

Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou que a investigação está sendo liderada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), enquanto equipes da PMCE realizam ações preventivas e ostensivas.

Leia a nota:

"A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informa que a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) investiga a circulação em redes sociais de mensagens relacionadas a supostas ameaças e extorsões, nesta terça-feira (3). A SSPDS ressalta que os trabalhos investigativos são realizados pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), unidade especializada da Polícia Civil. Equipes da Polícia Militar do Ceará (PMCE) realizam ações preventivas e ostensivas. Setores de Inteligência auxiliam os trabalhos policiais e direcionam as ações de policiais civis e militares."

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