Polícia Civil deflagra operação contra facção carioca no Centro-Sul do Ceará
Ofensiva contou com mais de 60 agentes e prendeu 11 homens e uma mulher
(Foto: Divulgação/PMCE)
28/05/2026 8:28
A Polícia Civil do Ceará realizou, na manhã desta quinta-feira (28), uma ofensiva de grande porte contra uma organização criminosa de origem carioca com atuação em municípios da região Centro-Sul do estado. Batizada de “Rastro Digital”, a operação mobilizou 62 policiais civis liderados pelo Delegado Marco Sandro e teve como principal alvo integrantes investigados por envolvimento com tráfico de drogas, homicídios, ameaças e monitoramento das forças de segurança.
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A ação foi coordenada pela 4ª Seccional do Interior Sul e ocorreu principalmente em Iguatu, onde foram cumpridas a maior parte das ordens judiciais expedidas pela Justiça após representação da própria Polícia Civil. Ao todo, os agentes deram cumprimento a 12 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão.
Segundo a polícia, 10 suspeitos foram presos em Iguatu, uma mulher foi localizada e detida em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, e outro mandado foi executado contra um investigado que já se encontrava recolhido no sistema prisional. Durante as diligências, os policiais apreenderam também dezenas de aparelhos celulares. O material será submetido à perícia e extração de dados telemáticos, dentro dos protocolos legais e da cadeia de custódia, para aprofundar as investigações sobre a atuação da organização criminosa.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, a apuração revelou que o grupo utilizava o Instagram como uma espécie de plataforma operacional para articulação das atividades ilícitas. As redes sociais, segundo os investigadores, eram empregadas para troca de informações estratégicas, coordenação de ações criminosas, planejamento de homicídios, comunicação entre integrantes e até monitoramento das movimentações policiais.
As investigações apontam ainda que os suspeitos também utilizavam os perfis digitais para fortalecer a imagem da facção, divulgar ações do grupo e intimidar rivais e moradores das áreas sob influência criminosa. Publicações com armas de fogo, munições e ameaças, incluindo chamados “decretos de morte”, faziam parte da estratégia de imposição territorial e demonstração de poder.
A operação é resultado de um trabalho de inteligência baseado em análise de dados digitais e monitoramento telemático. Conforme os investigadores, ficou evidenciado que o ambiente virtual era utilizado não apenas para exibição, mas como ferramenta efetiva de comando, propaganda e coordenação das atividades da organização.
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Ainda segundo a corporação, a ofensiva representa mais uma etapa das ações de enfrentamento às facções criminosas no interior do estado, especialmente contra grupos envolvidos em tráfico de drogas, assassinatos, ameaças e domínio territorial.
As investigações continuam para identificar outros integrantes e aprofundar a responsabilização criminal dos envolvidos.