Polícia Civil cumpre mandado em Fortaleza em investigação de R$ 739 mi em bets ilegais

Ao todo, foram 52 mandados de busca e apreensão e de bloqueio patrimonial

Polícia Civil cumpre mandado em Fortaleza em investigação de R$ 739 mi em bets ilegais

(Foto: reprodução/PCDF)

05/11/2026 10:13

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpriu mandado de busca em um hotel de Fortaleza na manhã desta quinta-feira (05). A ação faz parte de uma investigação sobre bets ilegais que movimentaram cerca de R$ 739 milhões por meio de empresas de fachada. A operação ocorre no DF e em cinco estados: São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte. Foram 52 mandados de busca e apreensão e de bloqueio patrimonial. Não há mandados de prisão.

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No DF, as diligências são em Sobradinho, Planaltina e Ceilândia. Em São Paulo, nas regiões da Faria Lima, Consolação e Berrini. Em Goiás, no Setor Bueno e Parque Oeste Industrial, em Goiânia, e em Planaltina de Goiás e Valparaíso de Goiás. No Paraná, nos bairros Rebouças, Batel e Bela Vista do Paraíso, em Curitiba. No Rio Grande do Norte, em Natal.

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A investigação começou há cinco meses, a partir de um alerta da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, que identificou bets sem autorização federal, antes da Medida Provisória que proíbe a atividade.

Segundo a polícia, o dinheiro depositado nas bets era enviado para empresas de fachada. Elas concentravam os valores e redistribuíam entre pessoas, empresas e instituições de pagamento, inclusive com conversão em criptoativos.

Em Sobradinho, os valores foram direcionados para uma clínica de assistência psicossocial e uma loja de tarô. Nos endereços vinculados às empresas, os policiais encontraram imóveis vazios.

De acordo com informações do portal G1, a investigação inclui a fintech A55 Sociedade de Crédito, de São Paulo, autorizada pelo Banco Central como sociedade de crédito direto. Simulações do Ministério da Fazenda mostraram que cobranças via Pix dos sites investigados levavam para contas de fachada mantidas na fintech. O grupo teria movimentado cerca de R$ 1 bilhão. Em 30 de julho de 2026, o Banco Central informou a intenção de cancelar a autorização da empresa.

O Juízo das Garantias de Sobradinho determinou o bloqueio de contas e ativos de 64 pessoas físicas e 120 jurídicas, até R$ 3,483 bilhões, e a indisponibilidade de bens em instituições supervisionadas pelo Banco Central e pela CVM. Também determinou a suspensão de CNPJ e registros de 100 empresas, a proibição de abertura de novas contas por 90 dias e o afastamento do sigilo bancário e fiscal de 82 pessoas físicas e 83 jurídicas. Veículos encontrados podem ser sequestrados.

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As identidades não foram divulgadas. Os investigados podem responder por exploração de loteria não autorizada, estelionato mediante fraude eletrônica, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e organização criminosa.

Assista ao vídeo:

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