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PM com prisão preventiva decretada desafia a Justiça e continua foragido
Investigação da Polícia Civil desarticulou a quadrilha do PM que agia em Banabuiú
O PM Sargento Everaldo foi denunciado pelo Ministério Público e teve prisão preventiva decretada, mas segue foragido
Por : Redação CN7
13/01/21 9:57

Três meses após ter a prisão decretada pela Justiça a pedido da Polícia Civil e do Ministério Público, um policial militar continua foragido e desafiando as autoridades do Judiciário e o Comando da própria Corporação.  O militar é acusado de uma série de crimes, entre eles assassinatos, na região do Sertão Central do Ceará.

O militar foragido trata-se do sargento PM Everaldo Florêncio de Almeida, cujo mandado de prisão chegou a “sumir” do Sistema de Informações Policiais (SIP), embora permaneça ativo no banco de mandados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Everaldo estaria continuando a circular livremente pela região onde é temido por ter cometido vários crimes.

A região onde o militar estaria circulando trata-se do Distrito de Barra do Sitiá, na zona rural do Município de Banabuiú (a 194Km de Fortaleza.  No mês passado, o Ministério Público junto à Comarca de Quixadá solicitou providência ao Judiciário para que a ordem de prisão fosse cumprida pelas autoridades da Segurança Pública. Até agora, porém, nada foi feito.

Everaldo foi “alvo” de uma investigação policial realizada em conjunto pelo Ministério Público do Estado do Ceará, pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pela Comarca de Quixadá, fato que resultou no desmantelamento de uma organização criminosa responsável, segundo as autoridades, por vários assassinatos e outros crimes graves ocorridos nos últimos anos em Banabuiú.

Operação desmantelou bando

Em novembro de 2019, uma força-tarefa composta pela Polícia Civil, Polícia Militar e pela Controladoria Geral de Disciplina (CGD) prendeu, ao menos, oito integrantes da quadrilha dos “Florêncio”. Foram presos: Edwardes Moreira Florêncio (sargento da PM e irmão de Everaldo), Edivardo Florêncio de Almeida (pai dos dois militares), e ainda um pistoleiros da quadrilha identificado como  James de Oliveira Bandeira, o “Coquinho” (acusado de, ao menos, dois assassinatos em Banabuiú).

Na mesma operação, também foram presas por ordem da Justiça, sob a acusação de integrarem a quadrilha dos “Florêncio”, as seguintes pessoas:  Sara Raquel Florêncio Oliveira, 30 anos (sem antecedentes criminais); Adriano Pereira Negreiros, 34 (com antecedentes por porte ilegal de armas de uso restrito), Antônio Heldo de Paula Lima, 47 (com antecedentes por porte ilegal de arma) e Enivaldo Moreira Florêncio, 46 (porte ilegal de armas).

As buscas aos acusados se estenderam do Ceará até a cidade de Balsas, no Interior do estado do Maranhão, onde o pistoleiro “Coquinho” foi capturado.  Ao menos, 10 armas de fogo, entre elas, um fuzil, foram apreendidas com a quadrilha. 

Na época, o delegado Márcio Lopes, do DHPP  e responsável pelas investigações no âmbito da Polícia Civil, classificou a quadrilha como extremamente perigosa e envolvida numa briga entre famílias em Banabuiú,  que teve início em 1999. “De lá para cá, isso vem se arrastando com vários homicídios, tentativas de assassinatos e ameaças”, concluiu.

Em 7 de outubro do ano passado, a Justiça do Ceará, através da Comarca de Quixadá, decretou outra vez a prisão dos dois irmãos militares e do pai deles. O sargento Everaldo é o único que continua foragido.

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